Ana Affonso: entre a luta e as gurias
Em 2014, nos corredores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, uma cena rompeu a previsibilidade do ambiente institucional. Entre sessões, votações e debates regimentais, uma deputada estadual circulava com uma bebê recém-nascida nos braços. Amamentava entre uma reunião e outra, improvisava cuidados no gabinete e seguia o ritmo do mandato enquanto lidava com um puerpério recente. A filha tinha apenas 10 dias de vida. A mãe era Ana Affonso. Naquele período, a Assembleia não previa licença-maternidade para deputadas estaduais. A alternativa oferecida era uma licença-saúde. Ana recusou. “Eu não estou doente. Eu tive uma filha”, afirmou, ao transformar…
