A ordem que ninguém cumpriu: com quase 14 mil violações em 2025, RS espelha o abismo entre a decisão judicial e a proteção real das Medidas Protetivas
Quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor, em agosto de 2006, o desafio era fazer com que a violência doméstica deixasse de ser tratada como um problema da vida privada de casais para ser reconhecida como uma violação de direitos humanos. Duas décadas depois, é considerada pela ONU a terceira legislação mais avançada do mundo no enfrentamento à violência contra a mulher. Para Michele Selliach Duarte, professora de 48 anos, a lei foi uma das principais razões para que ela se tornasse uma sobrevivente de violência doméstica, e não uma vítima fatal, depois de passar por um relacionamento abusivo…
