Caminho guiado em quatro patas
Quando Olga Solange Herval Souza pega o arreio e chama o labrador Kobe, ele vira outro animal. Um segundo antes, era o cachorro da casa: osso de brinquedo na boca, rabo balançando, focinho enfiado na direção da visita. No instante em que o equipamento que identifica o cão-guia é colocado, ele para e aguarda. "Se eu coloco o arreio, ele já sabe o que vem", explica Olga. O que vem é trabalho. Há dois anos, Kobe é a visão que ela não tem. Moradora do bairro Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre, a professora aposentada, de 66 anos, nasceu…
