Usamos cookies para melhorar sua experiência, personalizar conteúdo e exibir anúncios. Também utilizamos cookies de terceiros, como Google Adsense, Google Analytics e YouTube. Ao continuar navegando, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Privacidade.

Gente cansada, gente assustada

Gente cansada, gente assustada

“Tu sabe que eu tenho medo dessas coisas, né?”, ela falou rindo. O convite era inusitado e o aceite tímido. Católica desde criança, ela jamais havia cogitado entrar numa casa espírita. Convencê-la a sair de nossa vizinhança para conhecer algo pelo qual carregava preconceitos foi difícil. Mas lá estava ela, trajada com sua bolsa e várias ideias precipitadas do que iria acontecer naquela noite. Tudo que conhecia sobre esse universo espírita vinha de boatos atravessados e histórias mal contadas: de que o espiritismo lidava com assombrações e forças demoníacas. A visão dela não é única. Centros espíritas ainda são associados…
Ler mais
Depois da despedida, a presença na ausência

Depois da despedida, a presença na ausência

Os sentidos, a memória e os processos invisíveis do luto depois da partida Memórias que permanecem: a espreguiçadeira em que Márcio embalava Nathalia quando bebê. Foto: Arquivo Pessoal Eu tinha 21 anos quando me tornei uma colecionadora de ausências em demasia. Desde então, o relógio marca os segundos com uma indiferença que, nos primeiros meses, me soava como torturante. A morte tem uma tangibilidade assustadora. A gente acha que a perda é um conceito abstrato até precisar decidir qual será o destino das roupas de quem não vai mais precisar delas. E, afinal, qual roupa escolher para um último momento?…
Ler mais