(Foto: Reprodução/FIFA World Cup 2026™ Blog)
Diante de 80 mil torcedores no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Espanha e Argentina fizeram uma final de Copa do Mundo marcada pelo domínio espanhol, pela resistência argentina e por grandes defesas do goleiro da Albiceleste, Dibu Martínez. Depois de 90 minutos sem gols, a seleção espanhola manteve a pressão na prorrogação e abriu o placar no início do segundo tempo extra. Ferran Torres aproveitou uma jogada construída pelo lado direito e marcou o gol que garantiu à Espanha a vitória por 1 a 0 e o título mundial – o segundo da história da La Furia Roja.
Primeiro tempo de completo domínio espanhol
A Espanha começou a partida controlando a posse de bola e tentando encontrar espaços na defesa argentina. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal apareceu duas vezes dentro da área em jogadas construídas com Oyarzabal. Na primeira oportunidade, a finalização desviou em Lisandro Martínez e Dibu Martínez fez a defesa com as pernas.
Na sequência, a Argentina aproveitou um erro de Yamal e partiu em contra-ataque. Messi recebeu em boa condição, mas Unai Simón saiu bem do gol e impediu a finalização do craque argentino.
A Espanha seguia com maior controle da partida. No meio-campo, Rodri conseguia manter a posse e ditar o ritmo do jogo, enquanto a marcação alta espanhola dificultava a saída da Argentina. A Albiceleste tentava encontrar espaços para deixar Messi livre, mas tinha dificuldades para avançar.
Aos 30 minutos, Yamal recebeu pela direita e serviu Dani Olmo dentro da área, mas o passe terminou diretamente pela linha de fundo. Pouco depois, a Espanha voltou a pressionar. Cucurella tabelou com Oyarzabal e encontrou Dani Olmo, que cruzou para a área. A defesa argentina conseguiu afastar.
Aos 38 minutos, Oyarzabal recebeu após mais uma boa construção espanhola e finalizou, mas a bola ficou nas mãos de Dibu Martínez. Dois minutos depois, o atacante espanhol sofreu falta de Lisandro Martínez, que recebeu o primeiro cartão amarelo da partida.
A Espanha quase abriu o placar aos 41 minutos. Cucurella recebeu com liberdade pela esquerda, ajeitou e finalizou, tirando tinta da trave argentina.
Lisandro Martínez ainda precisou ser substituído aos 43 minutos, sentindo dores. Otamendi entrou em seu lugar. Antes do intervalo, Unai Simón voltou a aparecer. Dibu Martínez lançou Julián Álvarez, que ficou sozinho no ataque, mas o goleiro espanhol saiu da área e afastou o perigo com os pés.
Espanha ampliou a pressão no segundo tempo
A Espanha voltou para o segundo tempo novamente em ritmo intenso. Logo aos 40 segundos, Tagliafico errou na saída de bola e Baena aproveitou a sobra no meio-campo para finalizar de longe.
A partida ficou mais truncada nos primeiros minutos. Paredes recebeu cartão amarelo após empurrar Rodri, provocando uma confusão entre jogadores das duas equipes.
Mesmo com a Argentina tentando se fechar, a Espanha continuava encontrando espaços. Cubarsí lançou Dani Olmo em infiltração na área. O meia cruzou para Cucurella, que apareceu na marca do pênalti para finalizar, mas Montiel se antecipou e mandou a bola para escanteio.
A Espanha seguia mais perigosa. Aos 18 minutos, Dani Olmo finalizou após uma troca de passes na entrada da área. A bola quicou e dificultou a defesa de Dibu Martínez, que não conseguiu segurar no primeiro momento e mandou para escanteio.
Na cobrança, a bola ficou viva dentro da área argentina, mas ninguém conseguiu finalizar. Pouco depois, Yamal se livrou de dois marcadores e cruzou para Ferran Torres, que cabeceou em cima de Dibu Martínez.
A Espanha tinha o controle da partida e, desta vez, além de manter a posse, conseguia transformar o domínio em oportunidades reais de gol. A Argentina, por outro lado, encontrava dificuldades para fazer a bola chegar a Messi.
A Espanha continuou acumulando chances. Pedri finalizou no meio do gol e Dibu Martínez defendeu sem dificuldades. Na sequência, Cubarsí arriscou de longe e obrigou o goleiro argentino a espalmar. Merino ainda evitou que a bola saísse pela linha de fundo e manteve a jogada viva.
Aos 35 minutos, a Espanha trabalhou uma cobrança curta de escanteio. Nico Williams participou da jogada, e Laporte cabeceou para uma defesa de Dibu Martínez.
Nos minutos finais, a Argentina finalmente conseguiu levar perigo. Já nos acréscimos, Simeone recebeu pela direita e finalizou, mas Unai Simón defendeu com tranquilidade. Pouco depois, Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
A Espanha tem falta perigosa para cobrar na entrada da área, no último minuto do tempo regulamentar. Yamal pede para bater e quase acaba com a partida ali mesmo; não fosse Dibu Martínez ter virado uma muralha para defender a cobrança levando a bola para escanteio.
O empate sem gols levou a decisão para a prorrogação.
Dibu Martínez manteve a Argentina viva na prorrogação
Logo no início da prorrogação, a Espanha voltou a pressionar. Aos dois minutos, Pedri levantou para a área e Nico Williams tentou finalizar de cabeça, mas apenas resvalou na bola. Dibu Martínez fez uma defesa incrível e evitou o gol espanhol.
Aos cinco minutos, Nico Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado após a arbitragem marcar falta sobre Dibu Martínez.
A Espanha continuava criando as melhores oportunidades. Merino recebeu cruzamento de Nico Williams e desviou de cabeça, mas mandou para fora.
A Argentina, cada vez mais fechada, ainda conseguiu avançar nos minutos finais do primeiro tempo da prorrogação. O técnico Scaloni também acabou advertido com cartão amarelo após reclamar com a arbitragem.
A seleção argentina terminou os primeiros 15 minutos da prorrogação mais presente no campo de ataque, mas o placar continuava inalterado.
No tempo extra, Ferran Torres decide e dá o título à Espanha
A Espanha voltou para os últimos 15 minutos da partida determinada a finalmente transformar o domínio em gol.
Logo aos 40 segundos, Pedro Porro recebeu pela direita e cruzou para a área. Nico Williams ajeitou de cabeça na segunda trave, e Ferran Torres apareceu para finalizar de primeira com a perna esquerda. A bola morreu no fundo das redes: 1 a 0 para a Espanha.
A Argentina precisou sair mais para o jogo e passou a ter mais posse de bola, mas encontrou uma defesa espanhola muito bem organizada. A equipe campeã soube controlar o ritmo da partida e gastar tempo quando recuperava a posse.
A Albiceleste ainda teve oportunidades para buscar o empate. Messi cobrou um escanteio rapidamente e cruzou com perigo para a área. A bola passou por cima do gol de Unai Simón e foi contabilizada como a primeira finalização argentina na partida.
Pouco depois, Nico Williams teve uma grande chance de ampliar. O atacante driblou o primeiro marcador e saiu de frente para o gol, mas se atrapalhou ao ajeitar a bola e acabou mandando para fora.
Os argentinos quase empataram aos 14 minutos. Messi iniciou a jogada em uma cobrança curta de escanteio, e Simeone cruzou para a área. Tagliafico quase conseguiu completar para o gol, mas a defesa espanhola afastou para escanteio.
Na cobrança seguinte, a bola sobrou para Simeone, que finalizou de perna esquerda dentro da área, mandando por cima do gol.
Nos minutos finais, a Espanha conseguiu administrar a posse de bola e confirmou a vitória por 1 a 0. Depois de 120 minutos de jogo, a seleção espanhola superou a Argentina e conquistou o seu segundo título de Copa do Mundo, depois de 16 anos em jejum.
Ficha Técnica
Copa do Mundo da FIFA 2026 – Final
Data e horário:domingo, 19 de julho às 16h
Local: MetLife Stadium (New York New Jersey Stadium), em Nova Jersey
Arbitragem: Árbitro Slavko Vincic (Eslovênia); assistentes Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic (ambos da Eslovênia); quarto árbitro Adham Makhadmeh (Emirados Árabes); quinto árbitro Mohammad Alkalaf (Emirados Árabes); VAR comandado por Bastian Dankert (Alemanha) com assistência de Nicolas Gallo (Colômbia) e Khamis Al Marri (Catar).
Gol: Ferran Torres, aos 40 segundos do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos: Lisandro Martínez (ARG), Paredes (ARG), Enzo Fernández (ARG), Mac Allister (ARG), Scaloni (ARG)
Expulsão: Enzo Fernández (ARG), no segundo tempo
Público: 80 mil
Argentina: Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Rodrigo De Paul (Simeone), Nico González e Mac Allister; Julián Álvarez (Senesi) e Messi. Técnico: Lionel Scaloni.
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferran Torres). Técnico: Luis de la Fuente.

Seleção da Espanha comemora a conquista do bicampeonato mundial (Foto: Reprodução/FIFA World Cup 2026™ Blog)

Boa reportagem, consigo “assistir” o jogo com ela. No aguardo da coluna agora. Parabéns.