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Quando a solução não dá futebol…

No fundo de uma sala com meia luz, um homem sentado com um palito na boca olhava o movimento que ali existia. Conhecido como dono de um dos maiores grupos organizados do país, ele esperava uma chance para tentar um golpe quase mortal.

No seu distante país, ele olhava o rival se esfacelar em meio a crise. Resultados ruins, e o pior, dinheiro atrasado. E nós sabemos bem, faltar nem que seja um centavo pode ser determinante para que as coisas não aconteçam.

Eis então que a cartada de mestre surgiu. Se eles não recebem o que lhes cabe, vamos adiantar os salários dos nossos. É hora de dar a injeção de ânimo que poderia faltar. Uma ação de gângster, no estilo, mas sem a crueldade que é estampada em filmes e livros.

É isso. Em meio a crise existente e conhecida, o Grenal 453 viu antes da bola rolar, um motim dos atletas do Internacional contra os atrasos. Do outro, os jogadores do Grêmio foram ao Beira-Rio com os bolsos cheios e adiantados dos seus polpudos salários de forma (nem sempre) meritória conquistada.

Porém, o dinheiro na conta não é sinal de futebol. Nos primeiros 45 minutos do Beira-Rio, o Grêmio de Luís Castro jogou um futebol competitivo e apresentou uma nota 7 diante de um rival nota 4.

Só que o jogo é de 90 minutos. E no segundo tempo as coisas se inverteram. Como se os bolsos colorados estivessem cheios, o Beira-Rio de 45 mil torcedores viu o time de Pezzolano virar uma equipe nota 7 amassando um esgualepado Grêmio que sucumbiu ao nota 4.

Um 0 x 0 sem sal. De um sobrevivente time que competiu contra outro que ainda parece sem rumo. Com adiantamentos ou atrasos, tudo ficou para o segundo jogo, quinta-feira (3/9), na Arena.

Querendo ou não, com dinheiro ou não, as coisas não se solucionam se não houver futebol. Na casa Tricolor quem dará a cartada final na briga pela vaga na semifinal da Copa do Brasil? Sinceramente, espero que o gângster azul.

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