Depois da despedida, a presença na ausência
Os sentidos, a memória e os processos invisíveis do luto depois da partida Memórias que permanecem: a espreguiçadeira em que Márcio embalava Nathalia quando bebê. Foto: Arquivo Pessoal Eu tinha 21 anos quando me tornei uma colecionadora de ausências em demasia. Desde então, o relógio marca os segundos com uma indiferença que, nos primeiros meses, me soava como torturante. A morte tem uma tangibilidade assustadora. A gente acha que a perda é um conceito abstrato até precisar decidir qual será o destino das roupas de quem não vai mais precisar delas. E, afinal, qual roupa escolher para um último momento?…
