O gás realmente descarboniza o transporte gaúcho?
Aos 81 anos, Aroldo Englerth ainda trabalha sozinho atrás do volante de um caminhão. O diesel o acompanha há décadas. Abastece, pega a estrada, entrega a carga e calcula quanto da viagem realmente ficou no bolso. Gás natural veicular (GNV) e biometano não fazem parte de seus planos. Para o caminhoneiro autônomo, a decisão é econômica: migrar para outra tecnologia significaria um investimento que, na sua avaliação, reduziria demais a margem de lucro. Há também a confiança construída por décadas de estrada. Se o diesel sempre funcionou, ele não vê motivo para abandoná-lo agora. Aroldo pretende continuar trabalhando enquanto puder.…
