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Ação educativa do Semae: “Conhecer o caminho da água ajuda a perceber que preservá-la é uma responsabilidade compartilhada”

Servidora do Serviço Municipal de Água e Esgotos de São Leopoldo destaca importância de atividades de educação ambiental realizadas durante a Feira do Livro

A educação ambiental é uma das ferramentas utilizadas pelo Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) de São Leopoldo para aproximar a comunidade dos temas relacionados ao saneamento básico, ao consumo consciente da água e à preservação do meio ambiente. Em ação realizada durante a 40ª Feira do Livro de São Leopoldo, por meio de atividades interativas, oficinas lúdicas e ações educativas, a autarquia busca despertar o interesse da população, especialmente das crianças, para a importância de cuidar dos recursos naturais e compreender o trabalho realizado diariamente para garantir água potável de qualidade.

Nesta entrevista, Rosa Santos, servidora concursada do Semae e integrante do setor dos Guardiões da Água, conta como são desenvolvidas as atividades de educação ambiental, explica a importância de apresentar o caminho da água desde a captação até as residências e destaca como as oficinas lúdicas ajudam a conscientizar crianças e adultos sobre sustentabilidade e preservação ambiental.

Como surgiu a ideia da ação educativa na Feira do Livro?

A ideia foi criar um espaço onde as pessoas pudessem conhecer melhor o trabalho realizado pelo Semae e entender como o saneamento básico faz parte da qualidade de vida da população. Muitas vezes, as pessoas abrem a torneira e recebem água potável sem imaginar todo o processo necessário para que ela chegue com segurança às suas casas. Nosso objetivo foi justamente passar esse conhecimento à comunidade de uma forma acessível, dinâmica e divertida. Sempre que um grupo de crianças ou famílias chegava ao espaço, iniciávamos uma conversa fazendo uma pergunta simples: “Vocês sabem como a água chega até à casa de vocês?”. Essa pergunta despertava a curiosidade e permitia que cada um compartilhasse o que já sabia. A partir das respostas, conduzíamos uma explicação sobre todo o caminho percorrido pela água até se tornar própria para o consumo.

Como era apresentada a etapa do tratamento da água?

Utilizamos imagens e materiais ilustrativos para mostrar cada fase do processo. Explicávamos que a água é captada no Rio dos Sinos e passa por diversas etapas de tratamentos realizada pelo Semae, nas quais são removidas impurezas e garantida a qualidade de água. Também mostramos como ela é distribuída pela rede de abastecimento até chegar às residências. Dessa forma, o público consegue visualizar todo o percurso e compreender que existe um trabalho técnico e permanente para assegurar uma água de qualidade para a população. Na sequência, os participantes eram convidados para diferentes oficinas e atividades lúdicas. Tivemos o jogo dos Guardiões da Água, um quiz com perguntas relacionadas ao consumo consciente e ao meio ambiente, além de uma exposição sobre o tratamento da água. Também realizamos a oficina “Conhecendo e Preservando os Insetos”, que apresentou a importância desses animais para o ecossistema, contribuindo para desmistificar alguns conceitos e incentivar preservação da biodiversidade.

Por que é importante explicar esse processo para as crianças?

As crianças aprendem com muita facilidade quando participam de experiências práticas e interativas. Ao entenderem o caminho da água e perceberem todo o trabalho necessário para que ela chegue às torneiras, elas passam a valorizar mais esse recurso e compreendem por que é tão importante evitar desperdícios. Além disso, costumam compartilhar esse aprendizado com suas famílias, levando o conhecimento à diante.

As oficinas de sustentabilidade também chamaram a atenção do público. Como elas funcionavam?

Buscamos mostrar que a sustentabilidade pode estar presente em pequenas atitudes do cotidiano. Em uma das oficinas tínhamos marcadores de páginas feitos com elementos da natureza, valorizando materiais simples e despertando a criatividade dos participantes. Também apresentamos produtos sustentáveis e conversamos sobre o consumo consciente, reutilização de materiais e descarte correto de resíduos.

Quais outras atividades fizeram parte da programação?

Além das oficinas, promovemos atividades artísticas e culturais. As crianças puderam pintar desenhos de gotas de água utilizando tintas e canetinhas, deixando a criatividade fluir enquanto reforçavam a mensagem sobre a importância da preservação da água. Também montamos o painel “Deixe seu recado!”, onde os visitantes registravam mensagens relacionadas ao cuidado com o meio ambiente. Outro destaque foi a oficina “Ritmos da Natureza”, que utilizou instrumentos confeccionados com materiais recicláveis para mostrar como é possível transformar resíduos em novas experiências educativas. Também falamos sobre a importância do descarte correto dos resíduos, da preservação da natureza e do desenvolvimento de práticas sustentáveis. Aproveitamos para destacar que o cuidado com o meio ambiente depende de atitudes diárias, como economizar água, separar corretamente os resíduos, evitar desperdícios e respeitar os recursos naturais. Todas essas ações estão diretamente relacionadas à qualidade de vida da população.

Qual foi a receptividade do público durante a ação?

A participação foi muito positiva. As crianças demonstraram bastante curiosidade, fizeram perguntas, compartilharam experiências e participaram ativamente das atividades. Os adultos também se mostraram interessados em conhecer melhor o funcionamento do sistema de abastecimento e em entender a importância do saneamento básico para a saúde pública. Essa troca foi muito enriquecedora, pois mostrou que ações educativas aproximam o serviço público da comunidade.

Que mensagem vocês esperam que os participantes levem para casa?

Esperamos que cada pessoa passe a olhar a água com mais responsabilidade, reconhecendo que ela é resultado de um processo complexo e essencial para a saúde e o bem-estar da população. Também queremos incentivar atitudes sustentáveis no dia a dia, mostrando que pequenas ações fazem diferença quando são praticadas por muitas pessoas. Conhecer o caminho da água é compreender seu valor e perceber que preservá-la é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e toda a sociedade.

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