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Acidentes ou falhas no trânsito?

O trânsito em nossas vidas é tratado de uma forma extremamente automática. Para quem vive na região metropolitana, uma ida a qualquer lugar depende de um motorista de aplicativo ou de pegar seu próprio carro, o que nos põe em uma iminente situação de risco frente a qualquer desatenção. Mas muitos dos chamados “acidentes” revelam muito mais sobre comportamento do que propriamente sobre acaso. 

Em um mundo extremamente conectado, é difícil imaginar algum momento em que estamos focados somente em uma coisa. Com o celular sempre ao lado, se torna difícil estudar e comer sem interrupções, e no trânsito o resultado não seria diferente. Basta o barulho de uma notificação para nossos instintos se atentarem não mais à vida, mas sim ao que nos desconecta dela. Considerando apenas o trânsito de Porto Alegre, já são registradas mais de 19 mortes apenas em 2026, maior número nos últimos 10 anos. Dentre os vários fatores relevantes para esse aumento, o uso excessivo do celular costuma ser um dos principais. 

Além disso, o consumo de álcool também figura entre os mais relevantes. Em 2025 foi visto um aumento de 16% em mortes relacionadas ao uso excessivo de álcool. Se vê um crescimento deste fator entre os jovens que, em um ato de irresponsabilidade, decidem dirigir mesmo sem estar em boas condições, muitas vezes por pressão de um grupo social. 

Apesar da liberdade em cada ação que tomamos, elas são influenciadas de geração para geração. Muitos viram seus pais bebendo e logo em seguida dirigindo, e viveram em um local onde isso era normalizado. O mesmo é válido para o celular. Além da orientação, o mais válido é dar o exemplo, não só para preservar a própria vida, mas para transmitir segurança em um trânsito diariamente agitado.

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