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“A Empregada”: o thriller psicológico que entrega o prazer de devorar páginas

Com leitura empolgante e fluída, a obra traz tensão e personagens que manipulam constantemente a simpatia do leitor
A Empregada traz tensão e personagens que manipulam constantemente a simpatia do leitor

Depois de um longo período de “ressaca literária”, decidi que precisava de um livro que me prendesse do início ao fim. Foi assim que cheguei em ‘A empregada’, thriller psicológico escrito por Freida McFadden que se tornou um fenômeno de vendas. Publicado no Brasil pela editora Arqueiro, o livro promete – e entrega – uma leitura ideal para quem busca reencontrar o prazer de devorar páginas.

Millie é uma ex-presidiária em condicional que precisa desesperadamente de um emprego, mas é recusada em todas as entrevistas quando verificam seus antecedentes criminais. Ao ser chamada para uma entrevista na casa dos Winchester, uma família branca e rica que parece perfeita, é contratada para a vaga de empregada domestica da mansão. Sua nova patroa, Nina, é uma mulher difícil. Num momento ela está bem-humorada, no outro está fazendo a vida de Millie um inferno, enquanto o marido, Andrew, parece uma vítima da situação. Na mansão Winchester, um detalhe chama a atenção desde o início do livro: o quarto da Millie no sótão tranca apenas pelo lado de fora. A sensação de isolamento de Millie aumenta conforme percebemos que a ‘casa dos sonhos’ é, na verdade, um campo minado. 

Outros personagens elevam o tom de suspense da trama. Cece, a filha pequena do casal, é o primeiro sinal de alerta. Uma criança difícil, cujos comportamentos parecem refletir a instabilidade emocional da mãe, Nina. Mas o personagem mais intrigante é Enzo, o jardineiro italiano que circula pela propriedade. Com poucas palavras e olhares de aviso, ele atua como a voz de alerta do leitor gritando para a protagonista, mas que ela, por desespero pelo emprego, escolhe ignorar. Ele representa o mistério que vem de fora, insinuando que Millie não é a primeira – e talvez não seja a última – a sofrer naquele sótão.

O grande trunfo da autora é o estilo. Com uma escrita empolgante, direta e com capítulos curtos, a Freida McFadden consegue manter o leitor atento a cada página. As personagens são construídas de forma a manipular nossas simpatias. Num momento estamos do lado de Millie, no outro, suspeitamos de todos ao seu redor. Realmente é um livro que prende desde o começo, seja pela construção da dinâmica, dos personagens, pelo nível de tensão constante.  

A Empregada cumpre o que promete. Pode não ser a fórmula mais inovadora da literatura contemporânea – sim, existem outros livros muito semelhantes a esse –, mas é o combustível perfeito para quem quer reencontrar o prazer de ler. É uma história cuja tensão não está necessariamente na fórmula principal, e sim, nos pequenos acontecimentos pontuais que são inseridos no decorrer de toda a trama, criando o clima perfeito que engrandece a experiência de ler o gênero. O fim do livro solta um spoiler do rumo que esse enredo vai tomar, especialmente para a protagonista Millie.

Lançado originalmente em 2022 nos Estados Unidos como The Housemaid, o suspense chegou ao Brasil em junho de 2023 pela editora Arqueiro. Atualmente, o livro pode ser encontrado nas principais livrarias com preços que variam entre R$ 36 e R$ 59, além da versão digital para Kindle. O sucesso da obra de 304 páginas rendeu uma adaptação cinematográfica que estreou no país em 1º de janeiro de 2026. Para quem perdeu nos cinemas, a obra já está disponível nas plataformas de streaming Prime Video Store e Apple TV.

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