Quando a desigualdade de gênero se revela no trabalho
Alice* trabalha com carteira assinada desde 1994, quando tinha 16 anos. Publicitária e ex-Account Manager de TI (gerente de contas em Tecnologia da Informação), atuou em uma empresa de serviços como Inside Sales, modalidade de vendas na qual o vendedor atua remotamente da própria empresa. Foi onde viveu situações que define como assédio moral e etarismo. Sob a coordenação de uma mulher cerca de dez anos mais jovem, ela passou a ser tratada com um tom de voz que a fazia se sentir diminuída: “Ela me perguntava se eu sabia coisas básicas de informática, como pacote Office, ou até mesmo…
