Além de reunir fãs de quadrinhos, filmes, séries e games, a ComicCon RS se transformou no fim de semana dos dias 15/8 e 16/8 em uma oportunidade de negócios para pequenos empreendedores. Durante os dois dias de evento, realizado na Unisinos Porto Alegre, comerciantes e artistas independentes aproveitaram a circulação do público para comercializar produtos e apresentar seus trabalhos a novos consumidores.
Para Wiliam Oikawa, da Chibi, especializada em produtos originais trazidos do Japão, a diferença entre as vendas online e nos eventos presenciais é expressiva. Segundo ele, o faturamento obtido em uma participação pode equivaler a aproximadamente dez meses das vendas habituais do negócio.
“O faturamento de um evento dá mais ou menos uns 10 meses de venda”, afirma. Esta foi apenas a segunda participação da Chibi em um evento. Apesar do retorno financeiro, Oikawa explica que o negócio não é a principal atividade dos responsáveis pela marca e também é desenvolvido como hobby.

Expositores aproveitaram para comercializar produtos e divulgar seus negócios
impacto dos eventos, porém, varia de acordo com o negócio. Vinicius Barbosa, da Personalizado Favorito, relata que, nos últimos quatro ou cinco anos, as vendas realizadas nesses espaços costumam ser suficientes para cobrir o investimento, mas sem gerar margens elevadas. Para ele, o principal retorno está na visibilidade e no contato com novos consumidores.
“Com esses eventos conseguimos muita visibilidade e acesso a novos públicos. Embora a maioria das vendas apenas cubra o investimento que fazemos, eles não geram margens altas”, explica.
Na Alquimia das Almas, a participação teve outro objetivo. A artesã Andreia Maira Ziegler trabalha com peças autorais de inspiração medieval e costuma frequentar eventos direcionados a esse público. Na ComicCon RS, a marca buscou alcançar um novo nicho de consumidores.
“A gente está entrando, procurando um outro nicho para divulgar o nosso trabalho”, conta Andreia, que classificou a recepção do público como uma “grata surpresa”.
Mesmo com retornos financeiros diferentes, os relatos mostram que os eventos presenciais funcionam como um espaço de comercialização e também de aproximação entre pequenos negócios e novos consumidores.

Peças artesanais expostas na Comiccon – RS
