Irmãs, sobrinhos, tias e até a avó do volante do Passo Fundo estiveram no Cristo Rei para torcer pelo jogador (Foto: Gabriela Panassal/Beta Redação)
Enquanto os times do Aimoré e Passo Fundo se enfrentavam em campo, a arquibancada também contava uma história. Entre os torcedores que foram ao Cristo Rei neste domingo para assistir à partida válida pela Série A2 do Campeonato Gaúcho estava a família de Fabiano Santiago, 27 anos, que há cerca de uma década constrói sua trajetória no futebol profissional. Para eles, acompanhar o jogador vai muito além de assistir a uma partida: é uma forma de estar presente em uma caminhada que começou ainda na infância.
Natural de Porto Alegre, Fabiano teve os primeiros passos no futebol no São José. Entre seus 17 e 18 anos, iniciou sua trajetória no clube, onde permaneceu por quatro anos até se profissionalizar. Desde então, passou por diferentes equipes e cidades, incluindo Limeira, São Paulo e Águia de Marabá, no Pará.
A relação com o futebol, no entanto, começou muito antes da profissionalização. “Desde pequeno, ele sempre jogou. Começou com 7 anos”, conta a mãe Maríangela, 62 anos. O pai, que já faleceu, também teve um papel importante no início dessa trajetória, ao acompanhar o filho nos primeiros jogos.
Com o passar dos anos, o que começou como uma paixão de infância se tornou profissão. E levou toda família junto, já que acompanhar essa escolha foi um processo natural. “É o que ele ama fazer. E a gente está sempre apoiando ele”, afirma a mãe. O apoio, inclusive, ultrapassa as arquibancadas. A família procura acompanhar Fabiano sempre que possível, mesmo quando os compromissos profissionais o levam para longe de casa. Maríangela conta que já viajou para outros estados para assistir aos jogos do filho. “Sempre que a gente pode, que dá para a gente ir, a gente vai atrás dele”, relata.
A presença da família também parece ter um significado especial para Fabiano. De acordo com a mãe, o jogador faz questão de contar com os familiares por perto e se sente mais seguro quando os vê presente nas partidas. No jogo entre Aimoré e Passo Fundo não foi diferente. Além de Maríangela, estavam presentes as irmãs, os sobrinhos, as tias e a avó de Fabiano, Maria Helena, de 72 anos. Uma torcida familiar que acompanha de perto não apenas os 90 minutos de uma partida, mas os diferentes capítulos de uma trajetória construída ao longo de anos.
Para a família Santiago, estar na arquibancada é também uma maneira de mostrar que, independentemente do clube, da cidade ou da distância, Fabiano nunca está sozinho em campo.
