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Cinesteio promove sessão gratuita do documentário “Um Filme de BR”

Sessão reúne público, realizadores e promove debate sobre histórias ligadas à BR-116 em Canoas

Na noite de domingo (19/4), o Cinesteio exibiu, de forma gratuita, o documentário Um Filme de BR, uma produção que visa contar a história de pessoas que têm suas vidas ligadas à BR-116, no trecho que atravessa a cidade de Canoas. O filme foi feito de forma independente e contou com recursos da Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura. Ao final da exibição, foi realizado um momento de troca de ideias entre o público, o diretor Wender Zanon e um dos pesquisadores do filme, Vitor Cunha. Esses debates após a sessão são característicos do Cinesteio, pois promovem o pensamento crítico e uma aproximação maior com os produtores da obra.

No documentário, quatro pesquisadores registram suas percepções e buscam personagens conversando com pessoas enquanto caminham pela estrada. “Nós usamos a BR como desculpa para chegar às pessoas, porém as entrevistas eram livres para que elas contassem histórias de suas vidas”, revelou Wender. “Criar essa relação mais pessoal com os entrevistados é fundamental para se ter uma boa história. Alguns deles foram ver o filme mais de uma vez, para se ter uma ideia, e se emocionaram todas as vezes em que assistiram”, enfatizou.

O Diretor Wander Zanon exibindo o pôster do seu documentário. Ele também é morador da cidade de Canoas e se interessou em registrar a rodovia.
Foto: Fábio Florisbal /Beta Redação

O filme é o desfecho de uma trilogia de documentários que conta a história de Canoas, cidade natal do produtor cultural Wender Zanon, iniciada com This is Canoas, not Poa (2021) e seguida por Ensaios sobre uma Cidade (2024). Todos foram feitos de forma independente e buscam se relacionar entre si. “Com as pesquisas que fizemos em Canoas, entendemos como a BR é importante para a cidade, pois é uma estrada que a corta. Dali poderiam surgir muitas histórias e poderíamos montar o filme na nossa própria linguagem”, conta Wender.

Sobre o Cinesteio

A criação do Cinesteio surge da falta de salas de cinema na cidade de Esteio e tem como objetivo democratizar o acesso para obras audiovisuais independentes, assim como produções mais conhecidas, que são de difícil acesso. “A gente sempre teve a ideia de trazer filmes independentes e regionais, mas, a partir da sessão do Oscar que tivemos este ano, decidimos mostrar também filmes mainstream, aos quais o público também tem dificuldade de acesso”, diz Natália Quadros, uma das coordenadoras do local.

Atualmente, o Cinesteio realiza suas sessões na Casa de Cultura Hip Hop de Esteio. Na estreia do projeto, em outubro do ano passado, foi exibido o primeiro episódio da série 50 anos do Hip Hop RS. Desde então, o projeto conta com um chamamento público para quem quiser exibir seu longa, curta-metragem ou episódio de série.

Após a exibição do documentário, foi aberta uma roda de discussão com os produtores do filme com interação da platéia. Da esquerda para a direita, o diretor Wender Zanon e o pesquisador Vitor Cunha conversaram com a mediadora e coordenadora Natália Quadros. Foto: Fábio Florisbal /Beta Redação

O Cinesteio se orgulha de promover um cinema descentralizador, dissidente e independente, além de construir um cinema popular idealizado e produzido por pessoas trans. “É importante ressaltar que o Cinesteio é um projeto realizado por pessoas trans. Além de descentralizar o consumo do cinema, também fazemos o trabalho de descentralizar uma forma binária de ver as produções, questionando questões de gênero e raça nos filmes”, afirma Natália. “Isso cria uma consciência crítica no nosso público e reafirma nossa identidade”, conclui.

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