No domingo (12/04), a Praça do Imigrante, em São Leopoldo, recebeu a primeira edição do Brique São Léo de 2026. O evento, promovido pelo Sesc São Leopoldo, contou com uma programação diversa, reunindo oficinas, brechós, apresentações culturais e atividades voltadas ao público infantil.
Entre as atrações, destacou-se a exposição Eterno Resistir, da artista visual Ise Feijó, que aborda a violência contra a mulher por meio de autorretratos. Durante o evento, a artista compartilhou seu processo criativo e explicou como utiliza o autorretrato como principal estilo artístico.

Para Ise, o desenho está diretamente ligado à sua trajetória pessoal. “Eu desenho desde criança, e continuar desenhando é uma continuação daquela criança”, afirmou.
As obras apresentadas são autorretratos em tamanho real. Em uma de suas exposições anteriores, as telas foram propositalmente marcadas com tinta vermelha por um homem, em uma intervenção que simboliza a violência sofrida por mulheres. O impacto visual é imediato e provoca reflexão no público, transformando os corpos representados em uma metáfora direta da realidade vivida por muitas mulheres.
Além da exposição, Ise também conduziu a oficina aberta ao público “Autorretrato Simbólico: Quem Sou Eu Além do Espelho?”, convidando os participantes a explorarem a própria imagem por meio do desenho. A proposta vai além da técnica artística e busca estimular a percepção individual.

No primeiro momento da atividade, os participantes foram convidados a desenhar seus próprios rostos sem o auxílio de espelhos ou qualquer tipo de reflexo. A ideia era que cada um se representasse a partir da própria percepção, guiado por questionamentos sobre o formato do rosto, traços e características marcantes.
O evento reuniu um grande público ao longo do dia, e novas edições do Brique São Léo estão previstas para acontecer ao longo do ano, ampliando o acesso da comunidade a iniciativas culturais e artísticas.
