A santa do Ferrabraz
Em um quarto abafado de madeira, no início do ano de 1871, o ar parecia pesar como um segredo. Jacobina Mentz Maurer acordou de seus sonhos com os olhos em brasa, não tanto por febre, mas por um fervor que vinha de dentro, de um lugar onde a dor e a fé eram uma só. Ao redor, a chácara tremia sob o sopro frio que descia do Morro Ferrabraz, a cerca de 75 km de Porto Alegre. Além da janela, o pinhal exalava um vapor úmido que era quase voz, na madrugada, e a mulher se levantou como se obedecesse…
