Economia

Youtubers sofrem redução nos rendimentos a partir de anúncios

Mudança nas normas da plataforma dificulta a monetização dos vídeos

Você já ouviu falar em influenciadores digitais? Blogueiros e youtubers fazem parte desse mercado do marketing digital. João Finamor, que é diretor executivo na Rede Rocket, uma agência de consultoria para canais do YouTube, afirma em seu artigo sobre o tema  (“influencers’’ as novas estrelas da publicidade na web), que quando uma empresa se alia a  um influenciador, ele traz sua rede de seguidores para marca rapidamente.

Andressa Griffante, idealizadora da rede de influenciadores RSbloggers, percebeu em 2015 que os seus clientes começaram a solicitar que as campanhas de suas marcas fossem realizadas por blogueiros, pois enxergaram o potencial da internet. “Para um salão de beleza valia muito mais que a publicidade fosse realizada em um blog de moda e beleza do que em um jornal de grande circulação que vai atingir um monte de gente, mas que não vai falar diretamente com o público deles”, explica.  A RSbloggers é uma rede de blogs gaúchos que gerencia as negociações entre empresas e influenciadores, na contratação dos blogueiros e youtubers para ações de marketing.

Na RSbloggers os influenciadores investem R$ 250 anuais, por um serviço básico no qual a empresa faz o agenciamento quando alguma marca procura o blog ou canal para alguma campanha, e mantém o contato do influenciador no portal. Já a assinatura mais completa custa R$ 50 mensais e oferece um acompanhamento diferenciado, com encontros mensais e postagens no portal da rede.

Como os influenciadores digitais estão lucrando cada vez mais com as campanhas publicitárias, o YouTube decidiu revisar a norma de monetização dos vídeos que, através do Google AdSense, desde 2012, paga aos produtores de conteúdo uma parte do que a plataforma recebe com os anúncios veiculados antes ou durante seus vídeos. Quando o youtuber acumula U$ 100 ou mais, recebe o valor na conta cadastrada para monetização, normalmente no dia 29 de cada mês. A partir de agora, somente canais com mais de 10 mil visualizações poderão ser monetizados.

Finamor, explica que além das 10 mil visualizações que o canal precisa atingir ao todo (é uma soma das visualizações que o canal tem em todos os seus vídeos, não em apenas um), o  conteúdo será revisado, para ver se atende às políticas da empresa que vai desde respeito aos direitos autorais até a não apologia às drogas, preconceito e demais crimes. Já os canais menores, que ainda não atingiram o número mínimo de visualizações não serão monetizados. A maior rigorosidade deve-se ao fato que muitas empresas pararam de divulgar seus comerciais no canal depois que suas marcas foram veiculadas em vídeos de conteúdo duvidoso e preconceituoso, detalha ele.

Amanda é uma mulher trans gaúcha que vive na Coreia, sobrevive como youtuber profissional e sentiu no bolso a diferença depois das alterações na política da plataforma. Com os vídeos que produz sobre gênero, transexualidade e cultura oriental, o canal Mandy Candy tem mais de 650 mil inscritos e lhe rendia cerca de mil dólares mensais, mas, a partir de maio desse ano ela passou a receber quatrocentos dólares apenas, menos da metade. Ela, como muitos youtubers, fez um vídeo sobre o assunto:

 

Lida 529 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.