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Você sabe os conteúdos que o seu filho acessa na internet?

Confira as dicas da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos da Polícia Civil para monitorar as crianças e adolescentes na rede

A internet e as redes sociais apresentam grandes perigos, principalmente para crianças e adolescentes que, cada vez mais, estão imersos nesse universo. Monitorar o acesso dos filhos ao computador, smartphone e tablet pode ser uma maneira de prevenir tais ameaças, mas é preciso ter alguns cuidados. Titular da Delegacia de Capturas do DEIC e responsável no momento também pela Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI), o delegado Arthur Raldi orienta como os pais devem agir contra os perigos existentes na rede. Segundo ele, não é recomendável a utilização de softwares de monitoramento, apesar de, no papel de pai, compreender a aplicação da ferramenta.

Confira as dicas:

  • Evitar simplesmente proibir o acesso, mas sim restringi-lo para que seus filhos o façam em determinado horário e espaço de tempo;
  • Manter diálogo constante com os filhos, especialmente alertando para os riscos existentes tanto em sites de conteúdos perigosos como nas redes sociais;
  • Demonstrar interesse na vida de seus filhos, no que gostam de navegar, conquistando a confiança deles e deixando sempre as portas abertas para qualquer esclarecimento ou apoio;
  • Atentar para qualquer mudança de comportamento de seus filhos, especialmente se ficarem cada vez mais afastados e reservados;
  • Reservar algum tempo para navegar na internet e, inclusive, acessar as redes sociais junto de seus filhos.
Segundo o delegado de Polícia Civil Arthur Raldi, não é recomendável a utilização de softwares de monitoramento online aos acessos dos filhos. (Foto: Gabriela Gonçalves)

Segundo o delegado  Arthur Raldi, não é recomendável a utilização de softwares de monitoramento online para controlar os acessos dos filhos. (Foto: Gabriela Gonçalves)

 

A fotógrafa Daniela Villar, 34 anos, segue à risca todas as recomendações dadas pelo delegado do DRCI. Com uma filha adolescente de 17 anos, ela busca no diálogo uma maneira de evitar os riscos. “A gente conversa muito sobre os perigos do mundo virtual. Desde pequena, ela sempre foi muito atenta a essas coisas, porque eu sempre fui muito preocupada”, explica.

Antes do surgimento do Facebook, a filha da fotógrafa já utilizava o Orkut, rede social extinta em 2014. Gerenciando o perfil da menina, que tinha oito anos na época, Daniela já se espantava: “Ela tinha carinha de criança e recebia mensagens de homens”. Atualmente, a mãe tem as senhas da filha em comum acordo, mas devido ao diálogo aberto, essa não é uma preocupação. “As questões que me preocupam, a gente debate. Eu acredito que ela sabe se defender muito bem dentro do mundo virtual”, enfatiza.

A jornalista Caroline Pandolfo, 36, também é mãe de uma adolescente de 17 anos. Ela não tem restrições aos perfis da jovem, apesar da confiança: “Conversamos muito e não temos segredos, sendo que tenho acesso a todas as senhas dela, isso não por imposição, e sim um acordo de segurança entre nós”.  A parceria faz com que ambas tomem os cuidados necessários com o filho mais novo de Caroline, que tem 10 anos. “Ela, que está mais antenada com este mundo digital, me ajuda a conversar e, de certa forma, monitorar ele”, conta.

Também por questão de segurança, surgiu, em 2005, a SaferNet Brasil, organização formada por especialistas de TI, advogados, professores e pesquisadores. A entidade busca a prevenção e a denúncia de crimes cibernéticos, realizando pesquisas e alertando sobre os perigos existentes na internet. No portal da entidade, você pode conferir uma série de cartilhas disponíveis para sua orientação e de seus filhos sobre como se portar online.

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