Cultura

Viva o Centro a pé, patrimônio histórico agora registrado em livro

Projeto lança obra com roteiros de suas caminhadas orientadas destacando a arquitetura da Capital

No último sábado, 22 de outubro, a Coordenação da Memória Cultural da Secretaria da Cultura de Porto Alegre (CMC) lançou o livro Viva o Centro a pé, reunindo textos de especialistas que passaram pelo pelo projeto. O evento aconteceu na Praça Daltro Filho, no Centro da cidade, e contou com uma breve caminhada partindo da Feira do Caminhos dos Antiquários, passando por alguns pontos históricos, como a Ponte de Pedra e a Cinemateca Capitólio.

 

28_10_viva_centro_a_pe_luisaboessio

As caminhadas partiam, inicialmente, da Feira do Caminho dos Antiquários. Foto: Luísa Boéssio/ Beta Redação

 

O projeto começou em 2006 e teve como mentores o arquiteto Glênio Bohrer e a socióloga Liane Klein. As caminhadas orientadas por especialistas valorizam e despertam a consciência para o patrimônio histórico de Porto Alegre. Durante nove anos, foram realizadas 117 edições, pelas quais passaram mais de 10 mil participantes. O livro conta com 12 desses roteiros, que foram escritos por professores universitários, estudiosos em História, Arquitetura e Arte que fizeram parte das caminhadas.

No último ano o projeto não aconteceu porque não houve renovação no contrato com a prefeitura. Há uma grande vontade de todos os organizadores que ele volte agora em 2017, mas isso depende de disponibilidade de verbas públicas.

Roteiros, muitas vezes temáticos, eram realizados todo último sábado do mês. Durante duas horas, os orientadores se encarregavam de explicar cada ponto da cidade, falando sobre a arquitetura, história ou literatura. A atividade começou como uma forma de promover o Centro Histórico, mas aos  poucos foi ganhando espaço para outros bairros, como IAPI, o cemitério da Santa Casa, o Quarto Distrito e os túneis das antigas cervejarias Brahma.

 

28_10_viva_centro_a_pe_luisaboessio

Professores falam sobre as curiosidades da arquitetura e urbanismo da cidade. Foto: Luísa Boéssio/ Beta Redação

 

Segundo a coordenadora Liane Klein, as caminhadas tiveram grande aceitação. “As pessoas que participavam se sentiam muito agradecidas por descobrir coisas da cidade que antes elas não davam importância. Recebi muitos e-mails, com opiniões e agradecimentos. Esse é o objetivo do projeto, a cidade por um olhar diferente, olhar mais pro céu do que pro chão”, comentou a socióloga.

Liane conta que a atividade é gratuita, o que também chamava a atenção do público, que doava apenas um quilo de alimento ou ração, recolhidos no começo do percurso. As doações eram entregues para várias instituições de caridade.

 

28_10_viva_centro_a_pe_luisaboessio

Projeto encanta o público por mostrar a cidade através de um ângulo novo. Foto: Luísa Boéssio/ Beta Redação

 

O coordenador de Memória Cultural da secretaria municipal, Luiz Antônio Bolcato Custódio, fala sobre a importância de registrar o conhecimento em um livro e valorizar a história contada pela arquitetura. “Cada professor que é convidado geralmente é alguém que pesquisou muito sobre um tema, então tem muito a acrescentar. Isso faz com que este projeto tenha um público cativo, pessoas que vêm sempre porque sabem que com isso elas acrescentam uma informação, conhecimento, valor e experiência”, ressalta Custódio.

Lida 646 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.