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Público troca aparelho de TV por serviços de streaming

A televisão vem dividindo espaço com serviços sob demanda e streaming

A Netflix vem sendo uma alternativa de consumir conteúdo e tem mais de 80 milhões de clientes. Foto: Luana Schranck

A Netflix  já tem mais de 80 milhões de clientes. Foto: Luana Schranck/Beta Redação

 

O primeiro protótipo de televisão foi criado em 1920 pelo britânico John L. Baird, sendo as primeiras transmissões realizadas somente em 1925. Cinco anos depois, nos anos 1930, as imagens passaram a ser transmitidas pelo resto da Europa. No Brasil, somente em 1950 chegaram os primeiros televisores, trazidos por Assis Chateaubriand.

Após quase 100 anos, o aparelho é um importante meio de comunicação e está presente em cerca de 95% dos domicílios brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2010.
Mas, depois de sua criação e consolidação, a televisão passa agora por um momento de transformação. Com o surgimento de serviços de vídeos sob demanda e por streaming, como a Netflix, algumas pessoas deixaram de lado o aparelho de televisão. Uma pesquisa divulgada no final do ano passado pelo germano-americano Instituto Nielsen constatou que o uso tradicional da TV nos EUA caiu 10,6% entre adultos de 18 a 34 anos.

A paulista Nana Nemes, de 28 anos, está nesse grupo de pessoas que trocaram de plataforma. Ao mudar recentemente de casa, ela pensou em comprar um televisor, porém, ao fazer as contas, desistiu. No lugar do aparelho, Nana assinou a Netflix e o Globo Play. “O fato de poder ver depois, no caso do Globo Play, e poder ver o que eu quero na hora que quero, como a Netflix, foi um fator que também me desmotivou bastante a comprar TV, porque a ideia de uma programação fixa não faz mais sentido pra mim”, conta.

Já a paranaense Karina Marques Peron, 35 anos, diz que a correria do dia a dia foi um fator decisivo na troca. “Além de eu não ter muito tempo para assistir TV, toda vez que eu ligava querendo ver alguma coisa nunca estava passando na programação o que eu queria.”

 

A queda das assinaturas de TV a cabo

Os serviços de streaming já ameaçam as grandes redes de TVs por assinatura. De acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), houve uma queda de 4,3% entre abril de 2015 e no mesmo período deste ano. A redução também se deve à crise econômica, que se agravou na época da pesquisa.

Um dos benefícios dos serviços sob demanda é a possibilidade de escolher o conteúdo sem a necessidade de seguir uma grade de programação e ter um valor mais barato do que uma assinatura de TV a cabo. “Quando eu comecei a assinar o Netflix, me encantei com a programação, principalmente porque tenho uma filha pequena que só assiste por streaming, pois não tem comercial”, completa Karina.

Segundo o coordenador da Especialização em TV e Convergência Digital da Unisinos, Andres Kalikoske Teixeira, a televisão merece ser observada enquanto linguagem e não enquanto suporte. “Considero que a Netflix também é televisão. Porque se analisarmos historicamente as principais mídias, veremos que os suportes se transformam, se modificam, promovem incorporações e inovações, tanto tecnológicas quanto sociais.”

 

Conheça mais

Talvez o mais famoso serviço de streaming do mundo, a Netflix surgiu em 1997 como um serviço de entrega domiciliar. Em 2007 a marca lançou o serviço de streaming, que rapidamente conquistou assinantes no mundo inteiro. Hoje, a Netflix Brasil reúne um catálogo com mais de 3.500 títulos, de acordo com o site uNoGS. Já o Globo Play permite que os telespectadores acompanhem o conteúdo exibido pela emissora através de seu celular ou tablet, na hora que quiser.

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