Esporte

Um história em cima dos patins

Da brincadeira de infância ao projeto de vida de Carolina Wasem

 

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Carolina e a patinação artística / Foto: Arquivo pessoal

Carolina Wasem, 29 anos, nasceu em Guaíba, cidade onde vive até hoje. Foi uma criança muito ativa. No auge da infância, enquanto outras meninas da mesma idade brincavam calmamente com bonecas, ela queria jogar, correr, pular muros, subir em árvores. Uma criança “serelepe”, como se define. Pratica esportes desde esse tempo e nos conta sobre a trajetória como atleta de patinação artística e os benefícios adquiridos por conta dos exercícios físicos.”Lá pelos 7 anos de idade minha mãe me pôs no balé. Mas eu gostava de desafios, gostava do difícil, não gostei muito da atividade. O balé não combinou comigo, era muito delicado. Então minha mãe me colocou no jazz. Também não deu certo. Aí ela me pôs na patinação e dali em diante não parei mais. São 20 anos de patinação artística, campeonatos, shows, viagens. Durante esses 20 anos eu também joguei futebol, participando de alguns campeonatos na escola, no ensino fundamental e médio. Sempre gostei de atividades físicas, também gosto de jogar vôlei. Mas o que eu levo a sério é a patinação”, relata.

Recordações de momentos vividos ao longo dos 20 anos como atleta.

As recordações de Carolina ao longo dos 20 anos como atleta / Foto: Arquivo pessoal

Como patinadora, Carolina diz ter vivido momentos inesquecíveis em viagens, campeonatos regionais, nacionais e até um internacional, na Austrália, em 2007: o World Roller Skating Championships.  “Fui campeã gaúcha de solo dance, vice-campeã gaúcha de figuras obrigatórias, que são modalidades dentro da patinação artística, campeã gaúcha e brasileira de grupo de show, época inclusive em que conquistamos a vaga para o Mundial”, recorda sobre os principais títulos alcançados.

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Campeonato Nacional Inter Seleções – Os melhores do Brasil / Foto: Arquivo pessoal

Carolina era atleta da Federação gaúcha de patinagem e também da confederação brasileira de patinagem. Ensina patinação desde os 16 anos de idade, tendo atuado em duas escolas. “Eu era monitora da turma de iniciantes e ensinava os primeiros passos, os primeiros conceitos. Amo crianças, gosto de brincar com elas, é tudo de bom!”

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Carolina e sua turma de alunas/ Foto: Arquivo pessoal

No ano de 2010, algo inusitado aconteceu. Carolina estava grávida e não sabia. “Descobri em fevereiro de 2011, entrando no quarto mês de gestação. Estava todo esse período patinando normalmente, havia participado de um campeonato em dezembro de 2010,  fechando dois meses de gestação sem saber. Caí, fiz horrores. Estava tocando a minha vida normal. Caí de uma altura de um metro, fazendo um corrupio chamado camel, e isso durante o aquecimento. Caí, normal, e levantei. A gente competiu, estávamos em trio, ganhamos e só no ano seguinte descobri a gravidez. Após a descoberta optei por interromper a rotina de patinação”, relembra. A rotina da atleta era digna de uma esportista: trabalhava numa empresa em horário comercial, dava aulas à noite e treinava patinação.

Joaquim, o filho de Carolina, nasceu em agosto de 2011. A mãe novata voltou à patinação no ano seguinte, inclusive dando aulas, assumindo uma equipe de competição por um ano.

Neste ano, novamente, precisou parar. “Minha avó teve um AVC, então me dedico a ela e aos estudos.” No entanto, revela que pretende voltar a dar aulas em  2016. “Hoje faço cursos voltados para outros tipos de atividade física. Ritmos diversos, curso de HIIT, promoção da saúde. Mês que vem estou programando fazer um curso de treinamento funcional. Quero somar na vida das pessoas. Embora eu ame patinar, também quero ter conhecimento em outras áreas”.

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Carolina e suas paixões: crianças e patinação / Foto: arquivo pessoal

A prática do esporte desde a infância lhe trouxe muitos benefícios. “Tenho ótima musculatura, ainda hoje, sem patinar regularmente, volto à forma muito rápido. Tenho boa elasticidade, fôlego, postura e expressão corporal. Além disso, a gente acaba adquirindo disciplina. Cuido da alimentação e isso conta muito. Como atleta também aprendemos que nem sempre perder é ruim, mostra que é necessário treinar mais. Ganhar é bom, mas não é tudo”, pondera.

Carolina era aluna de Administração de Empresas. Largou o curso pelo amor ao esporte e hoje faz Educação Física. Nutre planos para um futuro breve. “Quero ter minha própria escola de patinação. Estou elaborando o projeto e creio que será em outra cidade. Mais para o futuro, quem sabe, eu posso abrir um centro de esportes. É uma ótima ideia, mas primeiro preciso me formar”, revela.

 

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