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Um conto de fadas da vida real

Diante dos chamados "relacionamentos líquidos", apresentamos aqui uma história de amor verdadeiro

Aconteceu no inverno, numa quinta-feira. Após enjoos suspeitos e bem característicos, o temido resultado do exame de sangue foi positivo. Ela era uma menina de 15 anos e estava grávida. Frequentava a 8ª série do ensino fundamental e tinha conhecido o primeiro namorado, Andrei Lorenzzatto, na época com 18 anos. Da paixão entre os dois jovens surgiu um amor incondicional. Um amor chamado Thiago. Assim começou a vivência de mãe e esposa de Bruna Souza da Silva, 25 anos. “Conheci o Andrei no dia 21 de maio de 2005. Ele me pediu em namoro em junho, no dia dos namorados. E em agosto descobrimos a gravidez”, conta a jovem mãe.
No principio, Bruna sentiu estranheza. “Quando recebi o resultado do exame minha tia chamou o Andrei, ele estava no trabalho. Eu não quis nem olhar para ele. Me sentia estranha, tinha vergonha. Era como se estivesse escrito na minha testa ‘eu sou uma adolescente grávida’, mas isso foi passando. Conversamos no dia seguinte. Percebemos que já existia um sentimento fortíssimo entre nós e logo foi crescendo um amor muito grande pelo bebê. Fiz um chá de fraldas com muitas pessoas, convidei toda a mulherada da família e foi muito divertido. Uma semana após a descoberta minha avó e eu já estávamos fazendo compras de roupinhas, inclusive um sapo de pelúcia que meu filho tem até hoje”, recorda.
Os familiares ficaram preocupados. Questionamentos sobre como ficariam os estudos de Bruna e onde o casal moraria surgiram. Ainda assim, a gravidez jamais foi rejeitada. “O Thiago foi muito bem-vindo!”, enfatiza a jovem. Os adolescentes formaram uma união estável. Com o fundamental apoio das famílias e o trabalho deles próprios, construíram um lar para abrigar a família que se formava. Quatro meses após o nascimento do filho, Bruna já havia retomado os estudos e aos 17 anos começou a trabalhar.
A jovem revela que sempre sonhou em se casar na igreja e ter uma família, porém não imaginava que isso ocorreria tão cedo e com o primeiro namorado. Diferente de muitas mães que engravidaram na adolescência, ela não se incomoda e fala com positividade sobre tudo que lhe aconteceu desde então. “Não me arrependo nunca dessa escolha. Ser mãe moça só me ajudou. Eu amadureci, cresci, abri os olhos pra vida. Aprendi a dar valor para as coisas mais simples. Descobri o que é amor de verdade. Um amor incondicional. Que não enjoa, que não acaba”, destaca a mãe.
Bruna acredita no tino materno. “O instinto de mãe nasce junto com a criança, no momento do parto. Nesse instante surge uma leoa protetora que existe em cada mulher para dar colo, amamentar, dar banho. Enfim, tudo se aprende, mas não é fácil”. Segundo a jovem, os primeiros três meses com o bebê foram exaustivos. “O sono te domina, o filho te suga, ele depende totalmente de ti. Eu amamentei até os seis meses, porque tinha pouco leite. Depois ele ficou só com a mamadeira e começou a dormir mais, as cólicas passaram e aí foi uma maravilha!”.
Dos tantos momentos marcantes, Bruna ressalta a formatura do filho, quando ele concluiu o jardim de infância, passando para o primeiro  ano do Ensino Fundamental. “São 9 anos de emoção, mas naquela ocasião eu chorei muito e senti um orgulho que não cabia em mim”, conclui a mamãe coruja, que neste ano, no dia 5 de setembro, realizou o sonho de noiva que nutria há anos, casando-se na igreja com o seu eterno namorado Andrei, com direito a uma tradicional festa de casamento minimamente pensada para ser inesquecível.

O casal Andrei e Bruna junto do filho Tiago no dia do casamento.

Os noivos Andrei e Bruna junto do filho Thiago na data do casamento./ Foto: Arquivo pessoal.

 

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Comentários

Um comentário sobre “Um conto de fadas da vida real”

  1. Bruna da Silva Lorenzzatto disse:

    Belíssimo trabalho! Muito emocionante ler essa matéria retratando de uma forma da delicada minha historia! Obrigado Grazi!

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