Política

Repercussão do Uber nas mídias sociais de políticos é tímida

No dia de estreia do polêmico serviço, apenas três dos 36 vereadores da Capital se manifestaram nas redes

Na quinta-feira (19), dia em que o Uber anunciou o início de seus serviços em Porto Alegre, apenas três dos 36 vereadores da Capital comentaram o polêmico tema nas mídias sociais.

No Twitter, Claúdio Janta (SDD) compartilhou o link de um texto de seu site sobre o projeto de lei de sua autoria que será votado na próxima quarta-feira, 25. O projeto proíbe serviços de transporte remunerado oferecidos por aplicativos, como no caso do Uber.

JANTA

No texto, o vereador afirma que os taxistas de Porto Alegre estiveram sempre submetidos a essa legislação, que é regulada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), com eficiência. Ele ainda fala que não se deve permitir que uma categoria seja sacrificada viabilizando a competição com veículos de luxo que não são regulados e não obedecem a nenhuma especificação do Município. 

Outro parlamentar que citou o Uber foi o vereador Elizandro Sabino (PTB), mas apenas compartilhando um tweet do jornalista André Machado que registrava uma fala do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, sobre o serviço.

SABINO

Em seu perfil no Twitter, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) também retweetou o assunto para divulgar um programa de rádio sobre o tema, do qual participava.

SGRABOSSA

 

Durante a tarde, a EPTC também se posicionou sobre o Uber nas mídias sociais. Através do Twitter, a Empresa de Transporte Público divulgou uma nota oficial. Na nota, classifica o serviço de irregular, coloca-se à disposição para debatê-lo junto à Câmara Municipal e aponta rompimento de tratativas de regularização por parte do próprio Uber.

EPTC

Confira na íntegra o posicionamento da EPTC sobre o Uber:

Em relação à implantação de serviços de transporte no meio urbano por meio de sistemas como o Uber, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre esclarece que:

1) Porto Alegre está e sempre esteve aberta às novas tecnologias e a novos serviços que venham facilitar a vida de seus cidadãos. Tanto que é assim que desenvolve diversas parcerias com o Google, Moovit, Colab, entre outras ferramentas, além de ser uma referência em abertura de dados e na utilização da tecnologia da informação nos serviços públicos, fatos que renderam premiações internacionais, como o SmartCities da IBM;

2) Contudo, compete ao poder público garantir o cumprimento das legislações existentes. Hoje, os serviços da natureza propostos pelo Uber, especialmente pelo fato de serem muito recentes, não se encontram abrigados por nenhuma lei, configurando assim transporte irregular ou clandestino. Infrações são passíveis de multa de R$ 5,8 mil e apreensão do veículo;

3) A prefeitura vinha participando das discussões do Grupo de Trabalho, integrado por CITE e WRI, e o com o envolvimento de universidades e outras entidades, quando o Uber rompeu unilateralmente as negociações, causando um profundo desconforto no coordenador do grupo, José Cesar Martins;

4) A Prefeitura de Porto Alegre reitera a sua disposição ao diálogo e à busca de alternativas de regulamentação, em parceria com a Câmara Municipal, que possam adequar a legislação atual, propondo a implantação de novos serviços de modo harmonioso com o sistema de transporte existente;

5) O município ressalta que, enquanto não houver regulamentação, os serviços desta natureza não possuem amparo legal para funcionar e, portanto, serão fiscalizados e estarão passíveis às penalizações previstas em lei.

 

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