Política

Trump abandona Acordo de Paris. E agora, planeta?

Presidente Norte americano abandona acordo de responsabilidade climática

O controverso presidente do Estados Unidos novamente é pauta de polêmica. A decisão de Donald Trump de sair do Acordo de Paris não surpreendeu, mas causou na política internacional. Depois de muitas promessas a sentença foi anunciada oficialmente na última quinta feira, 1° de junho. Alegando que o pacto climático é “desvantajoso” para os interesses econômicos dos EUA, o país que é o segundo maior emissor mundial de gases do efeito estufa, deixa o tratado do clima. Assinado há um ano e meio na capital francesa e ratificado por mais de 195 países na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, o Acordo de Paris tem metas para reduzir poluição e conter o aumento da temperatura global.

FAÇA AMÉRICA GRANDE OUTRA VEZ "Minha obrigação é para o povo americano. O Acordo de Paris prejudicaria a nossa economia, prejudicando os nossos trabalhadores, enfraquecer a nossa soberania, impor riscos legais inaceitáveis e nos colocar em uma desvantagem econômica permanente para os outros países do mundo." https://goo.gl/I4OaAk

FAÇA AMÉRICA GRANDE OUTRA VEZ “Minha obrigação é para o povo americano. O Acordo de Paris prejudicaria a nossa economia, prejudicando os nossos trabalhadores, enfraquecendo a nossa soberania, impondo riscos legais inaceitáveis e nos colocando em uma desvantagem econômica permanente para os outros países do mundo.” https://goo.gl/I4OaAk

 

A saída dos EUA não acaba com o tratado, mas o enfraquece, é o que afirma advogado e doutor em direito ambiental, Delton Carvalho: “A curto prazo não haverá grandes alterações, várias empresas e Estados norte-americanos pretendem continuar adotando as medidas para redução do efeito estufa. No entanto a saída de um país com a importância e protagonismo geopolítico pode acarretar uma fragilização do Acordo de Paris”.

Os  Estados norte-americanos tomaram medidas consideradas parte de uma “rebelião”. Quatro dias após o anúncio de Trump, nove estados americanos anunciaram a formação da Aliança dos Estados Unidos para o Clima (United States Climate Alliance), para metas do Acordo de Paris de cortar as emissões de gás do efeito estufa em 28%. Havaí, Califórnia, Nova York, Massachusetts, Washington, Connecticut, Rhode Island, Vermont e Oregon, juntos representam um quarto da população americana e produzem 30% do PIB anual do país.

O presidente da França, Emmanuel Macron se pronunciou avaliando que “se a decisão do presidente dos Estados Unidos tiver decepcionado a população, eles encontrarão na França uma segunda pátria”, afirmou Macron.

“Ainda que este governo tenha se unido a um pequeno grupo de países que ignoram o futuro, confio nos nossos estados, empresas e cidades que darão um passo a frente e farão ainda mais para liderar o caminho”, disse o presidente francês que em seu Twitter postou a frase “Fazer nosso planeta grande de novo”, em alusão ao bordão de Donald Trump.

macron

 

Ficando apenas atrás da China como um dos países que mais poluem, os EUA e historicamente por sua industrialização é um dos maiores responsáveis pelo aquecimento do planeta. “Os EUA foram os maiores beneficiários desse desenvolvimento industrial. Custear medidas e encontrar alternativas para reverter essa situação. Não concordo que essas medidas não são desvantajosas. Me parece que em alguns pontos o acordo foi pouco ambicioso no que diz respeito ao que países como os EUA deveriam fazer” ressalta Délton.

Para o professor de Relações Internacionais da Unisinos, Bruno Lima Rocha, a decisão é uma jogada para agradar o eleitorado. “Com essa ação o presidente ganha o  reforço do apoio popular e como lá o apoio é distrital, o apoio popular reflete no congresso. Trump corre grande risco de sofrer um impeachment”.

Trump aposta nos combustíveis fósseis “Virando as costas para o futuro e apostando no passado e vai pagar caro por isso, inclusive economicamente. Investindo em uma indústria ultrapassada como o petróleo e o carvão” — Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas (Greenpeace Brasil).

Brasil

Para Astridi, o Brasil tem muita importância nesse acordo. País é um dos 10 mais poluentes, mas em contraponto é reconhecido diplomaticamente por seu histórico de facilitar negociações referente a acordos climáticos. “O Acordo de Paris deve muito à ação do governo brasileiro. Mas dentro de casa estamos ano a ano retrocedendo no que precisamos para atingir nossas metas. Enquanto pro mundo o problema é a energia o nosso principal problema é o desmatamento”.

O coordenador ressalta as diferenças entre o desmatamento de poluição gerada pela produção de energia. “Quando você polui por energia você está gerando PIB , gera economia de alguma maneira. O que precisa-se fazer é continuar gerando energia de forma não poluente. O desmatamento não gera nada, não gera nada. Ele precisa acabar imediatamente”.

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