Economia

Tempo de se reinventar e apostar em novas oportunidades

A taxa de desemprego no mundo deve chegar a 5,8% de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho

Não é de hoje que o desemprego é uma das maiores dores de cabeça do brasileiro. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no mundo este ano.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de desemprego era de 7,9%. Para homens, a taxa era de 6,2% e para mulheres, de 10,3%.

Com o passar dos anos, as diferenças foram diminuindo. No último trimestre de 2016, o índice de desocupação havia chegado a 12% no Brasil. Para os homens, era de 10,7% e para as mulheres, de 13,8%.

Para tentar driblar a falta do emprego as mulheres vêm se reinventando e investindo em novas oportunidades. Para a professora da Escola de Negócios da PUCRS, Letícia Hoppe, apesar da escolaridade ter crescido, realocar estas mulheres no mercado de trabalho não é fácil. “Os dados do IBGE são referente as prestações de serviço, a mulher não quer mais ser a responsável pelo café ou o bolo, ela quer se tornar a CEO da empresa”.

Karina Schmidt_Arquivo Pessoal

Reprodução: Karina Schmidt_Arquivo Pessoal

Um novo começo

A gestora ambiental de 34 anos, Karina Schmidt, decidiu mudar radicalmente de carreira há 14 anos atrás. A primeira formação foi em Magistério e mesmo gostando muito da profissão o fator econômico e emocional pesaram na hora de mudar de carreira.

“Fui desafiada pelos meus pais, pois era uma boa professora, e quando decidi trabalhar na indústria foi um desafio porque não conhecia nada. Porém, lembro do meu pai dizendo que fácil é fazer aquilo que a gente sabe, quero ver fazer aquilo que não se tem conhecimento”, relata.

Com o apoio da família e amigos, ela  investiu em uma nova profissionalização e hoje concilia os cuidados com os dois filhos e a expansão na empresa que trabalha. “Meu faturamento mensal é cerca de R$ 4.300 e, além disso, não possuo um horário fixo, tenho que apenas cumprir minhas metas”, explica Karina.

 

Você já pensou em ser babá de gato?

A estudante de Publicidade e Propaganda, Renata Maurer Klein, 27 anos viu no negócio de “Cat Sitter” (Babá de gato) uma oportunidade de se reinventar dentro da profissão.“Trabalhava na área de publicidade e de uns 2 anos pra cá, surgiu uma insatisfação que eu não sabia explicar”.

Por amar animais, especialmente os gatos, surgiu o Tia Rena – Cat Sitter. Renata conta que começou sendo contratada, ainda informalmente, pela ex-gerente do último local em que trabalhava, pois essa e marido iriam se ausentar.  “Dava um prazer enorme em poder ajudá-los. Um belo dia me deu um clique: quem sabe eu começo  a profissionalizar esse serviço?”, destaca Renata.

Questionada sobre o medo em arriscar nesse tipo de negócio, ela afirma que teve sim, mas isso a impulsionou ainda mais. “Muitas pessoas comentam que sou corajosa, mas não acompanharam as pesquisas que eu fiz. O medo sempre vai estar presente, pois acredito que esteja em nossa natureza, medo da mudança”enfatiza.

Com um horário flexível determinados pelos clientes, Tia Rena consegue tirar por mês cerca de dois salários mínimos e muitas vezes até mais, devido a feriados, festas como Natal e Ano Novo em que os donos costumam viajar mais.

Tia Rena_Arquivo Pessoal

Tia Rena_Arquivo Pessoal

Ainda no começo

Para Gabriela Giralt Nunes, 28 anos, formada desde 2014 em Jornalismo, a vida está tomando outros rumos.  Ela decidiu largar as redações para cursar a faculdade de letras/inglês. “Decidi cursar uma nova graduação, para além de ter uma nova profissão – e novas oportunidades de trabalho – ter uma base maior de aprendizado para quando fizer meu mestrado em linguística que é meu objetivo”.
De acordo com ela, o motivo de tentar uma nova profissão foi devido ao mercado de trabalho. “Cada dia está mais difícil conseguir um emprego que pague um salário digno e que não te faça exercer funções que seriam para, no mínimo, dois profissionais”, explica.

Gabriela Giralt_Arquivo Pessoal

Reprodução: Gabriela Giralt_Arquivo Pessoal

Elas falaram

Para a professora, Letícia Hoppe, a mulher possui um perfil empreendedor, principalmente aquelas que estão na casa dos 30 anos.

“É da nossa característica ser multitarefa, nós somos ensinadas desde novas que precisamos saber fazer de tudo um pouco e nos relacionamos muito bem. Somos mais observadoras, prestamos mais atenção nas tarefas e sabemos lidar melhor com as dificuldades”, explica.
Karina, Renata e Gabriela tiveram iniciativas que continuam mudando suas vidas mesmo com o cenário atual do país. É importante destacar que as mulheres precisam se posicionar no mercado de trabalho, seja com uma carteira assinada ou um novo negócio.

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