Cultura

Templo Budista em Três Coroas é opção de lazer e cultura

Paz, tranquilidade e positividade em meio a natureza: conheça um pouco do Templo Budista que fica a cerca de 100 km da capital gaúcha

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Já pensou relaxar em meio a natureza e ao mesmo tempo ter a sensação de ser transportado para a cidade de Kogpo, no Tibete, na República popular da China? Para essa viagem, provavelmente seria necessário um dia de transporte e várias horas de avião. Porém, essa realidade é possível com cerca de uma hora de trajeto feito de carro. É o tempo que leva até chegar ao Templo Budista, situado em Três Coroas, cidade que fica a menos de 100 km da Capital gaúcha.

O lugar, que tem grande beleza natural e cultural, é uma réplica do templo celestial de Zangdog Palri, que significa a “Gloriosa Montanha Cor de Cobre”. Fundado em 1995 pelo mestre tibetano Chagdud Tulku Rinpoch, o templo não foi idealizado com a intenção de ser uma atração turística, mas sim um local para inspiração da paz e tranquilidade, que pode ser encontrado no topo do morro.

Com paisagens exuberantes e as construções de tirar o fôlego da arte sacra tibetana, as terras do Templo Khadro Ling (nome original), entraram no roteiro turístico da Serra Gaúcha. As imagens encantam viajantes de todas as cidades e religiões que lotam o local durante os dias de sol. A visitação é aberta de quarta-feira a domingo, a entrada é gratuita para carros e motos. Excursões também podem visitar o local, porém com agendamento prévio. O horário de funcionamento de quarta à sexta-feira é das 9h30 até às 11h30 e das 14h às 17h. Nos sábados e domingos, fica aberto das 9h às 16h30.

A proibição para fumar é informada na entrada da propriedade, que abriga retiros, cerimônias budistas, templos e outros monumentos como estátuas, estufas, rodas de oração e uma réplica de uma Terra Pura. A visitação pode ser realizado com o auxilio de um guia, que irá explicar um pouco sobre a filosofia budista. Logo na entrada, os visitantes são encaminhados para uma sala onde assistem um vídeo que conta a história do local.

Além dos visitantes que circulam, existe uma comunidade de praticantes budistas que residem nas dependências do Khadro Ling. Eles realizam trabalho voluntário e são responsáveis pela manutenção das atividades e conservação do centro. As tradições do budismo tibetano permitem que os integrantes da comunidade tenham relacionamentos, casem-se e tenham filhos, ou seja, a comunidade não é monástica, e sim leiga.

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Giulliano Pacheco em sua última visita ao Templo, em outubro desse ano. (Foto: Bruno Beretta)

Segundo o jornalista Giulliano Pacheco, que recentemente visitou o templo acompanhado de amigos, na estrada que leva até ele já é possível ter a sensação de tranquilidade que o local proporciona. “Já vim aqui algumas vezes, a paisagem é incrível, as construções sempre me encantam. Tenho o hábito de levar algum material de proteção para a minha casa. Respeito muito e acredito no poder dessa cultura de atrair positividade”, destaca Pacheco.

A estudante de Relações Públicas, Natália Pfitzer, 22 anos, moradora de Gravataí, visitou o Templo há três anos. Ela destaca que tem grande simpatia pela doutrina e que motivada por isso quis conhecer o local. “A energia de lá é surpreendente, transmite muita calma e paz. Além da arquitetura ser linda, existe um grande contato com a natureza, por ser rodeado de árvores, o que torna o lugar ainda mais bonito” conclui Natália.

Para a jovem estudante, “o ponto mais marcante do lugar é a casa das Rodas de Oração. Por girarem incessantemente, 24 horas por dia, emitindo um som de sino, que afirmam transmitir bênçãos para quem estiver próximo”, relembra. Ela ainda destaca que voltaria ao lugar, porém um impedimento seria o horário de funcionamento, somente até às 16h30 aos finais de semana.

 

Oferendas para positividade

Para quem é simpatizante da crença do budismo, no templo é possível realizar oferendas em busca de boas vibrações.  O círculo das bandeiras de orações é um dos pontos que concentram a maioria dos visitantes. Segundo a cultura tibetana, quando os ventos tocam as bandeiras são enviados desejos auspiciosos para a região e para o mundo, com a intenção de que a prosperidade, paz e longevidade sejam alcançadas por todos. As bandeiras têm o valor de R$ 15,00 reais cada, podem ser ofertadas uma, três e sete, nos respectivos valores, R$ 15,00, R$ 35,00 e R$ 75,00 reais. Os pagamentos podem ser realizados com cartão de crédito ou depósito bancário realizado previamente.

Bandeiras ao vento levam prosperidade, paz e longevidade a todos os seres. (Foto: Karina de Freitas)

Bandeiras ao vento levam prosperidade, paz e longevidade a todos os seres. (Foto: Karina de Freitas)

A luz das lamparinas também podem ser acesas todos os dias a quem deseja como recebimento da oferenda a diminuição dos obstáculos da vida de todos os seres. É possível participar diariamente dessa atividade, além de dedicar lamparinas em seu próprio benefício, à família ou qualquer outra pessoa que esteja precisando de bênçãos, o valor de cada luz é de R$ 2,50 reais.

Além disso, existem templos para visitação, meditação e contato com a cultura budista. Há também uma loja de materiais budistas, com filtros, livros, colares, entre outras lembrancinhas. Para conhecer mais sobre o local, basta acessar o site do Templo Budista de Três Coroas.

 

 

 

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