Política

Temer diz que não renuncia e pede investigação plena no STF

Em pronunciamento, presidente nega acusações e rejeita saída voluntária do cargo

Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Em meio a uma tarde de boatos de que anunciaria sua renúncia ante a delação premiada da JBS, o presidente Michel Temer (PMDB) negou sua saída do cargo. “Não renunciarei! Sei do que fiz, sei da correção dos meus atos, exijo investigação plena e muito rápida”, afirmou, em um breve pronunciamento realizado no Palácio do Planalto.

O presidente solicitou ao Supremo Tribunal Federal o conteúdo das gravações que o implicam na antecipação de informações sobre a taxa de juros ao grupo JBS, assim como a venda de sentença no CADE e a uma mesada para silenciar o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

De acordo com a reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, gravou uma conversa com Temer dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha na Operação Lava Jato e entregou o áudio em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Tem que manter isso, viu?”, diz Michel Temer na gravação feita em março pelo empresário dono da JBS. O presidente estaria se referindo ao pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lucio Funaro para que se mantivessem em silêncio.

O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem de extrema confiança do presidente Michel Temer, teria sido designado pelo presidente para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial. Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo R$ 500 mil da JBS.

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  • Publicado em: 18/05/2017
  • Palavras chave: Lava Jato

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