Economia

Tecnologia permite simplificar e diminuir filas na hora das compras

A ideia é substituir os cartões físicos pelo celular

Foto: Reprodução/Samsung

A tecnologia NFC, ou Near Field Communication, é uma tecnologia sem fio para troca de informações a curta distância. Aqui na capital, por exemplo, se utiliza  uma tecnologia similar à NFC nos cartões para uso nos sistemas de transporte coletivo (trem, metrô e ônibus). Até o final do ano, todos os celulares com o sistema Android, compatíveis com esta tecnologia, disponibilizarão o Android Pay, sistema móvel de pagamentos do Google.

A Samsung já disponibiliza este recurso desde julho do ano passado pelo aplicativo Samsung Pay, mas apenas alguns modelos mais recentes suportam a vantagem. Para utilizá-lo, o usuário precisa ter um smartphone compatível e cadastrar no aplicativo os seus cartões, tanto de crédito quanto de débito.

No momento da compra, o consumidor segue apenas três passos simples: seleciona um dos cartões pré-registrados no aplicativo, libera o pagamento por meio da impressão digital e, por fim, aproxima o smartphone da máquina de cartão. “É possível cadastrar até 10 cartões pessoais, como por exemplo, convênio médico, cartão do seguro do carro, das lojas prediletas, tornando o smartphone uma verdadeira carteira digital”, afirma Renato Citrini, porta-voz e gerente sênior de produtos da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

Recentemente a OKI Brasil, empresa especializada em automação bancária e comercial, fez uma parceria com a Samsung para homologar o Samsung Pay em sua base de clientes. “Um detalhe interessante da tecnologia da Samsung é que eles têm uma alternativa em alguns modelos da sua linha de smartphones com a tecnologia MST (Magnetic Secure Transmission), onde ele simula a passagem de um cartão com a tarja magnética na maquininha de cartões por proximidade, o que torna o sistema compatível com os pinpads mais antigos em operação no Brasil (os que não tem NFC)”, explica Alexandre Barbosa, coordenador de comunicação da OKI. Neste quesito, a Samsung está na dianteira em relação ao Android Pay, e também à concorrente Apple Pay, onde ainda não tem previsão de lançamento no país.

Segundos dados do Banco Central do Brasil, nos últimos seis anos, o volume de transações em pagamentos com cartões emitidos no país vem aumentando gradativamente. De 2011 à 2015, por exemplo, a diferença foi de 4.690,94 bilhões de reais de aumento. O “dinheiro de plástico” há alguns anos não é exclusividade, sendo que muitos usuários tem mais de um. Com os “pays”, será possível otimizar o uso e evitar transtornos, como o bloqueio do cartão após ter sido furtado ou roubado.

Fonte: Banco Central do Brasil

E se o celular foi roubado? “Nenhuma transação do Samsung Pay é autorizada sem a impressão digital e/ou o PIN registrados. E, ainda, a pessoa pode acionar o recurso ‘Find My Mobile’ para localizar, bloquear e/ou apagar todos os dados no dispositivo remotamente”, afirma Renato. São diversos níveis de proteção para que o usuário não seja prejudicado caso algo ocorra com seu smartphone.

As tecnologias NFC e MST conseguem, juntas, um alto nível de compatibilidade com os pontos de vendas. “Quase todos os estabelecimentos no Brasil estão preparados para pagamentos via Samsung Pay e, por isso, acreditamos que essa solução seja algo realmente revolucionário”, conclui Renato. No início do ano, foi lançada a terceira atualização do aplicativo. O Banco do Brasil, Brasil Pré-Pagos, Caixa, Porto Seguro, Banco Intermedium e Santander já possuem uma parceria firmada com a empresa.

“Como o NFC já é uma realidade, estamos prontos a oferecer as grandes redes varejistas soluções em hardware e software com esta tecnologia incorporada”, afirma Alexandre. Ele acredita que a nova modalidade de pagamento tem potencial de ser amplamente adotada por ter padrões claros e definidos de uso, além de fornecedores estabelecidos que ajudam a baixar os custos de adoção e a ter variedade de opções na mão dos consumidores e do mercado varejista.

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