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Tecnologia se torna uma aliada na hora da conquista

Com mais de 1 milhão de usuários, Tinder ainda é o aplicativo mais popular

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A popularização dos smartphones – que atingiu pico de vendas de 54,5 milhões de aparelhos em 2014 – aproximou a oportunidade dos usuários de experimentar aplicativos. Uma pesquisa realizada pela Apus Group apontou que o Brasil é o quarto país com maior quantidade de apps instalados por smartphone com sistema operacional Android. De acordo com os dados, cada brasileiro tem ao menos 41 aplicativos em seu telefone, contando também aqueles que vêm de fábrica.

Entre os apps, destacam-se os de paquera. Em um levantamento na loja do Google Play, somam-se mais de cem aplicativos que tenham a paquera e o namoro como principal produto. O mais popular deles é o Tinder, com 1.324.180 usuários, atualmente. Lançado em 2012 nos Estados Unidos, ele chegou ao Brasil em 2013. Embora este “método” de paquera ainda gere um certo preconceito e seja encarado muitas vezes apenas como uma forma de relacionamento sem compromisso, é possível, sim, encontrar a sua metade da laranja. Pelo menos para a professora Juliana Dal Bello o aplicativo funcionou muito bem. Antes de se cadastrar no Tinder, a educadora teve a experiência de outras redes sociais de paquera.

“Fiz um perfil no Badoo quando me separei após quatro anos de um casamento frustrante. Conheci pessoalmente alguns rapazes do site, outros mantemos uma amizade até hoje, muitos queriam apenas sexo casual ou não sabiam nem ao menos manter uma conversa. Com este tipo eu logo parava de falar. Fiz o perfil no Tinder quando estava solteira novamente, após um ano e meio de namoro. Novamente saí com alguns rapazes e conheci o Márcio ali”.

Depois da combinação – ou como refere o Tinder, match – , Juliana e Márcio Moraes mantiveram contato por um mês. “Percebemos que tínhamos gostos parecidos, atitudes e pensamentos iguais. Marcamos um encontro e na mesma noite ficamos, depois disso não nos separamos mais”, conta o casal que está junto desde junho.

Juliana e Márcio se conheceram no Tinder e estão juntos desde junho. / Foto: Arquivo pessoal.

Mas não só de histórias de sucesso no amor vive o Tinder. O aplicativo também pode ser usado como um lugar para conhecer pessoas diferentes e facilitar a paquera para os mais tímidos. A estudante Raquel (nome fictício, pois ela pediu para não ser identificada) utiliza o app há mais de um ano. “Fiz muitos amigos, fiquei com muitos, já me ferrei”, conta. Quem também usa o Tinder é outro estudante, Gabriel Pires. “Utilizo o app como uma nova forma de se relacionar e conhecer pessoas, não apenas para uma amizade, mas também para algo além disso”, comenta.

Ainda segundo Juliana, a tecnologia se tornou uma aliada para quem procura por sexo, romance, amizades ou até mesmo um relacionamento sério. “Porém você deve deixar claro o que quer no site e ir em busca. Nem todos que estão ali são pessoas para apenas curtir, há sim suas raras exceções, como no meu caso e do Márcio”.

Comportamento

Sobre as novas alternativas de paquera, o psicólogo Thomas Lima destaca que antigamente haviam outros tipos de mecanismos. “Nos anos 30 já haviam uns papéis chamados torpedos que tu trocavas discretamente. Depois, vem a questão de se corresponder por cartas, então, são coisas que já existiam de outras formas. Tipo namoro por correspondência”, comenta.

Adepto às teorias do sociólogo Zygmunt Bauman, Lima afirma que o namoro na época virtual faz parte da modernidade líquida, onde tudo se modifica rapidamente. Ou seja, as relações iniciam tão fáceis quanto terminam. “Ele [Bauman] fala que na internet a pessoa que entra no Tinder se torna um produto e ao mesmo tempo consumidor. Ela vai ter um cardápio de pessoas pra escolher se comunicar. Vai escolher a (o) melhor, mais bonita (o), que possui gostos em comum. Ao mesmo tempo, ela vai fazer parte deste cardápio, oferecendo seu perfil na rede para ser escolhido. Em resumo,  as pessoas buscam essa facilidade, além da fragilidade dos laços que podem ser feitos e desfeitos rapidamente, sem compromissos”, complementa.

Estes romances e status mutáveis fazem parte, principalmente, da vida de pessoas mais envergonhadas ou que buscam apoio na autoestima. “Uso o celular sempre que possível, quando me sinto triste, por exemplo. Hoje foi um dia desses. Ajuda na autoestima, porque é engraçado como a primeira conversa com alguém que tu não conheces, te faz bem”, conta Raquel.

Conheça os principais apps de paquera e escolha a sua combinação:

 

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Tinder: O aplicativo conecta pessoas novas e próximas do usuário. Os perfis aparecem na tela inicial com uma foto e a opção de curtir ou passar. Caso os dois gostem um do outro, dão match, e, partir daí, ambos podem iniciar uma conversa. O aplicativo também permite compartilhar fotos e momentos com as combinações. Segundo a loja do Google Play, 1.324.180 usuários baixaram o app.

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Happn: Cruzou por alguém que lhe chamou a atenção? Procure no Happn! Caso a outra pessoa também use o aplicativo e tenha se conectado no mesmo local, o perfil dela aparecerá na tela inicial do app, indicando, também, a quantidade de vezes que se cruzaram. Abaixo da foto há a opção de curtir ou cancelar. A diferença é que o like é em segredo. Só quando a outra pessoa curtir também aparecerá uma notificação do crush. Mas se quiser demonstrar seu interesse, o usuário pode enviar um charme. A loja do Google Play aponta que já são 169.397 mil apps baixados.

 

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Kickoff: Esta opção é voltada mais para quem busca um relacionamento sério. O aplicativo apresenta na tela inicial somente 10 pessoas que tenham conexão com algum amigo seu. Também possui a opção de Sim ou Não. Caso gostem um do outro, o app avisa. Assim como o Happn, a outra pessoa só saberá do seu interesse caso este seja mútuo, via notificação. O app ainda não é muito popular e está presente em oito cidades brasileiras atualmente. O Google Play aponta que 1.750 pessoas já baixaram o aplicativo.

 

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