Esporte

Sumô: ausência de patrocínio é o principal nocaute do esporte

Atletas buscam auxílio para os custos das viagens com os campeonatos

Sumô é uma luta que tem como objetivo projetar o adversário para o chão. Muito comum em famílias com descendência japonesa, o duelo é passado de geração a geração. E foi assim que ocorreu com a família Sato. Com três anos de idade Yuuki, já aprendia os ensinamentos, utilizando o mawashi, o mais conhecido fraldão.

Além do jovem, o seu irmão Isamu também treina o esporte. O estudante de técnico em eletrônica conta o motivo da realização da atividade: “Eu faço por questões de saúde, pois é muito bom para ter condicionamento físico e o sumô gaúcho é uma família”, conta. Em 2011 os dois foram pela primeira vez campeões, e em 2012 competiram na final do campeonato brasileiro. Em primeiro lugar ficou o Yuuki e em segundo seu irmão mais velho.

No ano seguinte, Isamu foi da categoria mirim para infantil e o outro irmão sumotori, nome dado aos lutadores, continuou na mirim ganhando mais um campeonato brasileiro. Com a dupla já na categoria infantil, com 15 e 16 anos, foram para a seletiva mundial, que ocorreu no ano de 2015, só que as vagas para o campeonato eram para as categorias juvenis, de 17 a 18 anos. Mas mesmo assim a oportunidade foi garantida para a luta de 85 kg a 100 kg, chamada de categoria média. O estudante de eletrônica passou para a categoria absoluta, que equivale a qualquer peso.

O mundial foi disputado no Japão e os irmãos ficaram duas semanas no país, como conta Yuuki: “No dia do campeonato não tivemos muito sucesso nos individuais, mas ficamos em segundo lugar em equipe”. O jovem, que estuda matemática, conta sempre com o apoio do pai. “Treinar os filhos é uma coisa boa, fiquei feliz quando eles voltaram do Japão”, confessa o treinador do clã.

Falta de patrocínio

Ultimamente a equipe do sumô gaúcho não tem conseguido comprar o mawashi, pois só é feito no Japão, e isso acaba se tornando muito caro por causa dos impostos taxados. Os custos das viagens para as disputas de campeonatos, inclusive a ida para o Japão, são administradas pelos próprios lutadores, e os treinamentos que são realizados em Erechim também.

O sonho dos meninos é conseguir um patrocinador que apoie o esporte. “No ano que a gente foi para o mundial tentamos conseguir arrecadar ao máximo, mas tivemos dificuldade de conseguir patrocínio de empresas, pois na época estava perto das Olimpíadas e as empresas davam preferência a esportes olímpicos”, conta o irmão mais novo.

No Brasil, a grande concentração de atletas está em São Paulo, muito pela forte colonização local japonesa. “As inscrições acabam sendo baratas quando a equipe é grande. Antigamente tinha mais praticantes aqui no sul, hoje sinto que vem diminuindo”, admite o lutador, que ainda revela que todos os campeonatos brasileiros são realizados na cidade.

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