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Servidores da segurança pública protestam contra as reformas

Manifestação das categorias iniciou com marcha que partiu do Palácio da Polícia até a Esquina Democrática

UGERIM/Sindicato foi uma das entidades da segurança pública que protestaram nesta sexta. Foto: William Szulczewski/Beta Redação

UGERIM/Sindicato foi uma das entidades da segurança pública que protestaram nesta sexta. Foto: William Szulczewski/Beta Redação

Dezenas de sindicatos, entidades e movimentos sociais aderiram, nesta sexta-feira (28), à greve geral em Porto Alegre. Dentre eles, estão aqueles sindicatos que defendem os direitos dos servidores da segurança pública. Trabalhadores das polícias Civil, Federal e Rodoviária e até mesmo da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) marcaram presença maciça, pela manhã, no Centro da Capital.

Representantes da UGEIRM/Sindicato, entidade que representa escrivães, inspetores e investigadores de polícia do Rio Grande do Sul, protestavam fortemente contra a reforma da Previdência. De acordo com o diretor do Departamento de Aposentados da entidade, o inspetor de polícia Carlos Passos, mais de 1 mil trabalhadores da segurança se manifestaram nesta sexta contra o projeto do governo federal.

Os protestos da categoria começaram no Palácio da Polícia, na Avenida João Pessoa. De lá, os manifestantes seguiram em marcha até a Esquina Democrática, onde, em um carro de som, gritavam palavras de ordem e explicavam aos presentes o motivo da adesão à greve. Passos destaca que a reforma da Previdência não atinge só os policiais, mas toda a população brasileira. Para o inspetor, se houver a mudança, o trabalho dos agentes será prejudicado. “Ficará pesado. Um policial não consegue trabalhar até os 65 anos por ser um serviço desgastante”, alega Passos.

Quem também se manifestou a favor da greve foi o Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (SINPEF/RS). Segundo o presidente da entidade, Ubiratan Antunes Sanderson, a categoria é contrária não só à reforma da Previdência, mas também à trabalhista. “Não aceitamos esse ataque ofensivo aos direitos dos policiais e do povo brasileiro”, ressaltou o líder sindical. Ubiratan também destacou que as duas reformas são uma desculpa para atacar os direitos dos trabalhadores em favor da economia. “O problema do Brasil se chama corrupção”, enfatizou.

 

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