Cultura

Série gaúcha “Horizonte B” estreia na Netflix

Produção traz drama e mistério destinados ao público infantojuvenil em quatro episódios

Os aficionados por séries podem conferir, a partir desta segunda-feira (20), uma produção gaúcha que acaba de estrear no acervo da Neflix. Horizonte B, que conta com quatro episódios de 26 minutos de duração, é destinada ao público infantojuvenil e narra o drama de dois irmãos que presenciam um fato misterioso – a queda de uma pedra do céu – logo após a morte de seu pai.

Criada e escrita pelos roteiristas Gabriel Faccini, Tiago Rezende e Tomás Fleck, com direção de Emiliano Cunha, a série é dramatizada a partir da busca dos irmãos por respostas em torno dos segredos da pedra. Como uma reação ao luto, João, 12 anos, vai a uma convenção de ufólogos para desvendar o mistério. Enquanto isso, Matheus, 20 anos, viaja a uma cidade distante para encontrar uma antiga namorada.

Ao longo da primeira temporada, a trama coloca os jovens em situações adversas à medida que se aproximam dos mistérios da pedra. “A série possui um clímax crescente, envolvendo perigo e fantasia com o passar dos episódios”, adianta o diretor. Segundo Cunha, Horizonte B lida com dramas internos das personagens em situações dificilmente explicáveis. Embora a produção ofereça elementos que flertam com o gênero de ficção científica, ele explica a pretensão de que o fenômeno da pedra não fique escancarado com um evento fantástico.

“Trabalhei com a ideia do fantástico de maneira mais natural possível. A surpresa dos irmãos ao evento é bastante humana. O que mais importava era o conflito interno deles e sua relação com o mundo, como essas duas pessoas lidariam com as emoções”, conclui Cunha.

 

Horizonte B já está disponível para assinantes da Netflix (Foto: Divulgação)

Horizonte B já está disponível para assinantes da Netflix. (Foto: Divulgação, Horizonte B)

 

Fleck antecipa que os espectadores podem esperar por uma produção que leva os jovens mais a sério em comparação a outros projetos destinados à faixa etária infantojuvenil. Para o roteirista, foi desafiador contar uma história que envolve ficção científica, efeitos especiais, locações e atores mirins numa série de baixo orçamento. “Fizemos um trabalho de roteiro mais relacionado às tramas psicológicas do que às físicas”, diz.

 

Cultura gaúcha em âmbito internacional

Rodada em Porto Alegre e cidades do interior do Estado, Horizonte B coloca o setor audiovisual gaúcho no plano internacional a partir do serviço de streaming da Netflix. As paisagens urbana e rural, sotaque e trejeitos gaúchos estão presentes na estética da série a partir das locações e do elenco local. Para Fleck, esse tipo de produção tem capacidade de amplitude. “É uma forma de contar história que ultrapassa barreiras. A série é prova dessa capacidade”, afirma o roteirista.

Rezende observa que o público jovem consome produtos cada vez mais sofisticados. Além disso, o roteirista espera que a série, pensada para dialogar de forma madura com esse público, também possa ser apreciada por adultos. Para ele, foi uma oportunidade de representar a paisagem e a personalidade do Estado em uma plataforma que será acessada em diferentes países de língua portuguesa. “Esperamos produzir riqueza em termos de trabalhos para o setor no Rio Grande do Sul.”

Na visão de Faccini, o cenário audiovisual apresenta forte consumo do eixo Rio-São Paulo. Entretanto, plataformas de streaming, como a Netflix, possibilitam que os brasileiros entrem em contato com outros tipos de produção, gerando diversificação. De acordo com ele, a série foi desenvolvida com um modelo que permitiu rodá-la de maneira adequada ao orçamento baixo – levando em conta as adequações necessárias desde a criação do roteiro.

Outro ponto ressaltado pelo roteirista é o fato de a Netlfix disponibilizar toda a série, permitindo o binge-watching – denominação para a prática de assistir ao conteúdo em maratonas com horas de duração -, uma vez que os episódios terminam com ganchos.

Estrelado pelos atores mirins Eduardo Cardoso, no papel de Matheus, e Carlos Aleixo, como João, Horizonte B mantém a linguagem gaúcha. Emiliano conta que o sotaque foi incorporado sem problemas. “Desenvolvi um trabalho com a reação dos atores diante dos desafios das cenas. Quanto mais humanas essas respostas, melhor”, constata o diretor.

O roteiro da segunda temporada de Horizonte B está em fase de desenvolvimento.

Abaixo, confira o teaser da primeira temporada:

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