Economia

Seguro de celular é alternativa para o alto número de assaltos

Valores dependem do modelo do aparelho

Empresas oferecem serviços de seguro contra roubo/furto de smartphones. Foto: Reprodução/Pond5

Empresas oferecem serviços de seguro contra roubo/furto de smartphones. Foto: Reprodução/Pond5

 

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de aparelhos celulares e smartphones no Brasil chegou a 242,9 milhões. Acompanhando a crise, os índices de assaltos aumentaram consideravelmente. A plataforma colaborativa  “Onde fui roubado?”, ajuda a mapear os furtos e roubos de celulares no país. Dentre os objetos mais visados pelos bandidos, o celular ocupa o topo da lista. Atualmente Porto Alegre é a quarta capital com maior número de assaltos.

Com o medo do prejuízo, os seguros para celular têm se tornado uma alternativa aos consumidores. As seguradoras oferecem proteção contra roubo e furto qualificado, mediante um pagamento mensal. O valor depende do aparelho e do fabricante. Na Zurich Seguros, que oferece o serviço para a operadora Vivo, o seguro varia de R$ 8,49 mensais, para aparelhos que custam até R$250, até R$ 67, para aparelhos com valores iguais ou superiores a R$5 mil. Com isso, aparelhos topo de linha, como o Samsung Galaxy S7 e o iPhone 7, são os que têm o  seguro mais caro. A  estudante Mariane Ávila, de 21 anos contratou o serviço. Dona de um iPhone 6S, ela conta que foi assaltada duas vezes e que isso pesou na hora da contratação. “Fiz o seguro na TIM porque, além de já ter perdido dois aparelhos, meu atual celular é caro”. Todo mês, ela desembolsa R$ 40 para pagar o serviço de seguro. Ela conta ainda que se arrepende de não ter contratado antes: “Acho que é caro o valor do seguro, mas no fim é necessário. Eu espero nunca ter de usar, mas infelizmente preciso ter”, completa.

Outro contratante dos seguros é o jornalista Carlos Côrrea, 39 anos. Ao comprar seu iPhone 4s (R$ 1.699, em 2010) na Vivo, ele contratou o seguro contra roubo e precisou acionar o serviço. Ele conta que recebeu um aparelho novo mediante o pagamento de uma franquia de R$ 300, equivalente a 17% do valor do aparelho. Afirma que o valor mensal pago e a franquia valeram a pena: “Ainda mais que os aparelhos estão cada vez mais caros. Como a gente vive numa cidade em que parece ser só uma questão de tempo até ser assaltado, é algo cada vez mais justificável”, afirma. A frequente violência que assola as cidades vem chamando a atenção do radialista Jônatha Bittencourt, de 27 anos. Ele conta que após ser assaltado com uma arma branca ficou ainda mais interessado em contratar um plano: “O celular pra mim, além de tudo, é uma ferramenta de trabalho. Preciso dele para usar a câmera, por exemplo”. Além de operadoras de telefonia, grandes lojas também têm oferecido o seguro, como iPlace, Lojas Americanas, Submarino e Casas Bahia. No entanto, elas não fornecem os valores dos seguros, pois dependem de um cadastro do cliente.

 

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