Política

A representatividade LGBT nas eleições

Cada vez mais candidatos gays declarados estão atuando na política

A principal função de um político é representar a população no exercício de sua função, seja como vereador, deputado, prefeito, governador ou presidente. No entanto, a comunidade LGBT é um dos setores da sociedade que sentem falta dessa representatividade. No Congresso Nacional, o único deputado federal gay assumido – e que luta pelos direitos dos homossexuais – é Jean Wyllis (PSOL).

A estudante de música Raquel Pianta é lésbica e sente falta de parlamentares LGBT ocupando as cadeiras da Câmara. “Não me sinto representada pelos políticos que estão no poder. Só empatia não é o suficiente para saber as nossas necessidades e como nos sentimos em relação às leis da sociedade. É preciso destacar também a falta de mulheres gays na política”, diz. Na visão dela, é essencial que os políticos LGBT declarados e aqueles que defendem essa bandeira sejam cada vez mais atuantes na política, pensando em uma sociedade igualitária e sem preconceito de gênero.

Lucas Maróstica, candidato a vereador pelo PCdoB e ativista da União Nacional dos Estudantes (UNE), é homossexual declarado e vê a inclusão dos LGBT na Câmara Municipal como um passo importantíssimo na democracia. “Todos precisam se ver na política. Infelizmente, não é a realidade que observamos hoje. A comunidade LGBT não é uma comunidade isolada, nós defendemos os nossos direitos, mas também lutamos por saúde e educação de qualidade, por exemplo”, destaca Lucas. Segundo ele, a adesão e o apoio da população têm aumentado gradativamente, já que o movimento vem ganhando cada vez mais destaque.

 

Lucas Maróstica e Jean Wyllys, deputado federal e ativista LGBT reconhecido internacionalmente. (Foto: arquivo pessoal)

Lucas Maróstica e Jean Wyllys, deputado federal e ativista LGBT. Foto: Arquivo pessoal

 

Outro candidato a vereador homossexual que defende a causa é Luciano Victorino, do PSOL. Ele diz que a importância da ocupação de espaços de poder é essencial para que a comunidade LGBT possa impulsionar o movimento e unir a luta diária de protestos e mobilizações com o parlamento. “Precisamos de políticas públicas reais que envolvam os nossos direitos. Hoje, a prefeitura usa a Saslo (Secretaria Adjunta de Livre Orientação Sexual) como mero fantoche, pois praticamente nenhuma verba é repassada. Por conta disso, as demandas do movimento LGBT em Porto Alegre têm sido enormes”, ressalta Luciano.

 

Luciano Victorino durante fala na Parada Livre de Porto Alegre (Foto: arquivo pessoal)

Luciano Victorino durante fala na Parada Livre de Porto Alegre. Foto: Arquivo pessoal

 

Nas próximas eleições municipais, que ocorrem em 2 de outubro deste ano, Porto Alegre contará com oito candidatos LGBT declarados. Inclusive, de forma inédita, a candidata a vice-prefeita Silvana Conti, da coligação Porto Alegre Democrática, é lésbica assumida e militante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL).

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