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OMBUDSMAN: Redes antissociais

Com pouca interação dos próprios alunos, redes sociais da Beta Geral deixam a desejar no engajamento público

O que seria do nosso trabalho como repórteres se ninguém enxergasse o resultado final? Com o intuito de engajar leitores para o conteúdo da Editoria de Geral da Beta Redação, foi criado um núcleo responsável pelas redes sociais. “No início foi muito bom, nós criamos um processo de planejamento para padronizar esse trabalho”, declara Mel Quincozes, integrante do grupo. O planejamento criado pelo grupo engloba uma análise do que já havia sido feito no portal Beta Redação e nas redes sociais vinculadas a ele, e exibiu alternativas para solucionar os problemas encontrados.

Mel explica que a ideia era fazer postagens inovadoras. No entanto, o resultado acabou não sendo o planejado inicialmente: “Tivemos pouco tempo para focar na dedicação aos posts”. Além disso, Karla Oliveira, também integrante do núcleo de redes sociais, aponta que os conteúdos produzidos pelos repórteres, no geral, não são pensados para a web. “Às vezes, uma foto boa, que não fosse de banco de imagens, já tornaria o post mais atrativo”, comenta. Quanto ao engajamento, o grupo menciona que há pouca interação. “Nem o pessoal da Beta interage muito”, revela Mel.

Daniel Rohr, um dos integrantes do núcleo, aponta que uma das dificuldades foi a estruturação da equipe, que provou-se maior do que o necessário – o que inclusive gerou mudanças. Algumas novidades foram apresentadas nas redes da Beta e, segundo Rohr, tiveram recepções diferentes. “O acervo, nome que demos à recuperação de matérias do semestre anterior, mesmo sendo uma boa ideia, acabou não funcionando. Entretanto, tivemos algumas estratégias que funcionaram. De um modo geral, os textos opinativos foram os que mais se destacaram nas redes, principalmente com a criação de cards visuais abrindo aspas para o autor”, destaca.

Como forma de melhoria, algumas padronizações poderiam ser criadas. As postagens poderiam identificar a editoria de cada matéria por meio de hashtag (#betageral), tanto no Twitter, quanto no Facebook, pois isso facilita a busca do leitor e identifica o tema que será abordado. A utilização de hashtag trouxe melhorias imediatas, aumentando o engajamento nas publicações.

Algumas postagens no Twitter, principalmente em coberturas de eventos (como a palestra do Prof. Dr. Bresser Pereira, por exemplo) apareciam somente com as falas dos palestrantes, soltas, sem identificação do evento ou da editoria a que se referia a cobertura. O mesmo ocorreu em algumas postagens no Facebook, com fotos soltas sem a devida contextualização do evento a que se destinou a cobertura ou a editoria a que pertencia a matéria.

De maneira geral, as redes sociais da Beta Redação são atualizadas de maneira adequada, com bom timing e com uso de tags. Há vários potenciais na dispersão de conteúdos no Twitter e no Facebook. Entretanto, houve alguns equívocos quanto à cobertura ao vivo no Twitter, com problemas de ortografia, em especial, falta de acentuação. Também há deficiências no uso de imagens nesta rede social.

No Facebook, há pontos fortes e fracos no compartilhamento de conteúdo. A aposta em GIFs e vídeos é excelente, pois atrai o público. Porém, há excesso de “links puros” e, quando imagens são divulgadas, não são dentro do padrão necessário na rede social.

Quanto aos links compartilhados, caberia aos repórteres colocarem sua linha de apoio na aba “resumo” da ferramenta, facilitando assim o trabalho realizado pelo social media. Essa medida simples permitiria que, na hora da programação, a frase curta fosse definida automaticamente no link a ser compartilhado.

Para os próximos semestres, Daniel Rohr sugere: “É preciso criar uma unidade de discurso com as outras equipes da Beta, garantindo uma padronização na linguagem e abordagem das matérias nas redes sociais”. Aguardando mais curtidas, compartilhamentos e boas ideias, torcemos para que a Beta possa fazer parte, no espectro da internet, da gama de portais de notícias alternativos e independentes.

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