Política

Quem é a JBS na fila do açougue

A empresa por trás do áudio que colocou fogo na crise política brasileira

Responsáveis pela holding J&F, dona do frigorífico JBS S.A, os irmãos Joesley e Wesley Batista colocaram a política brasileira e o governo do presidente Michel Temer (PMDB) à beira do caos nesta quarta-feira (17). O diálogo, gravado pelo empresário Joesley e oferecido no acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, revelam Temer supostamente dando aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB), ex-deputado, preso em Curitiba, o que caracterizaria uma tentativa de obstrução à Justiça.

A J&F Investimentos, criada em 1953, pertence à família Batista e controla empresas como JBS, Friboi, Seara e Vigor. Sediada na cidade de São Paulo, a empresa intitula-se “A maior do mundo em produtos de origem animal”. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango e no processamento de couros. Possui 24 marcas comercializadas. Além disso, possui atuação em mais de 20 países e conta, atualmente, com mais de 230 mil colaboradores no mundo, que atendem mais de 300 mil clientes em 150 países.

A delação da gigante dos frigoríficos pode dar novos desdobramentos ao processo de investigação. Em 2014, o conglomerado se tornou o maior financiador de campanhas políticas no país, com doações legais (declaradas à Justiça Eleitoral) ultrapassando as cifras de R$ 113 milhões, oferecendo dinheiro para pelo menos 168 candidatos a deputado federal, 197 a deputado estadual, 12 a governador, 13 a senador e três a presidente, da maior parte dos partidos.

Além disso, o grupo já esteve nas manchetes por conta da Operação Bullish. As alegações seriam de que a empresa teria sido beneficiada com aportes irregulares da BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sociel (BNDES).

A J&F chegou a ter à frente de seu Conselho Administrativo, em 2012, o hoje o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – que havia comandado o Banco Central nos oito anos de governo Lula.

Envolvida também nas acusações da Operação Carne Fraca, a J&F Investimentos fechou o primeiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 422,3 milhões.

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