Economia

Queda na construção civil reflete no desemprego

Situação econômica do país causa reflexo negativo no setor

A situação econômica do país está complicada. A taxa de desemprego atingiu 13,2% no primeiro trimestre deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que o país tem 13,5 milhões de pessoas desocupadas. Na construção civil o cenário é parecido, mas tem esboçado uma reação. Em 2016 o setor apresentou um crescimento de 6,64%, segundo o IBGE. Entretanto, para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) o setor segue apresentando queda.

A construção civil entregou um crescimento acentuado a partir de 2010. Naquele ano o setor cresceu 15%, com base nos dados do Caged. Entre 2009 e 2010 foram criadas 376 mil novas vagas de trabalho. O cenário era favorável, segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Sul, Gelson Santana. Neste período começa a primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. “Com o PAC houve muito investimento, não só no setor da construção civil, mas em todos os setores”, explica Santana.

Criado em 2007 o PAC promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o desenvolvimento acelerado e sustentável.

O ano com maior número de empregos no setor foi em 2013, com 2.892.557 de postos de trabalho. Na sequência temos os anos de 2012 (2.832.570), 2014 (2.815.686), 2011 (2.750.173) e 2010 (2.508.922). Porém, depois do significativo crescimento em 2013, o setor apresentou queda ano após ano. “É como um bolo sem fermento. Colocamos os ingredientes, misturamos, mas uma hora desanda, não dá forma”, explica Santana sobre a queda no setor a partir de 2013. Para ele não basta apenas investir, é preciso criar políticas de economia que mantenham o setor estável ou crescendo.

Em 2015 aconteceu a queda mais expressiva desde 2010. EM 2014 existiam 2.815.686 vagas, em 2015, caíram para 2.422.664.  Foram fechados mais de 393 mil postos de trabalho no setor, uma queda de 16%. No ano passado o setor seguiu em queda, segundo dados do Caged. Foram 2.243.702 empregos no setor em 2016.

Mesmo diante disso, Santana vê com esperança o futuro do setor. “Especialistas dizem que vamos voltar a crescer a partir do próximo ano, já vemos um reflexo disso em 2016”, analisa.

Lida 680 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.