Cultura

Quadrinistas nacionais ocupam cena brasileira

Diversos gêneros e formatos ganham editoras de médio porte e ambiente digital

 

No cenário independente, editoras de porte médio ou publicações virtuais são atualmente as formas que mais rendem espaços aos novos quadrinistas do mercado brasileiro. O Stout é um desses locais virtuais que abrem o espaço para novos talentos se destacarem. Em parceria com a Panini Comics (publicadora da DC e da Marvel no Brasil), edita revistas em quadrinhos brasileiras. A maioria dessas publicações são de amigos dos sócios e de grupos cujos trabalhos já conheciam e com os quais já tinham uma identificação.

Rafael Albuquerque, quadrinista sócio do Stout, vê com otimismo o cenário dos quadrinhos no Brasil e considera uma opção promissora a publicação independente feita pelo próprio quadrinista. “Hoje em dia o autor pode se auto publicar com uma qualidade igual ou até mesmo superior à de uma editora”, afirma . Segundo ele, atualmente há mais eventos para divulgação dos quadrinhos, e esse crescimento se deve ao espaço das revistas brasileiras nesses lugares. “Esses eventos chamam a atenção do público, criando mais interesse nesses quadrinhos”, ressalta.

Rafael vê uma grande evolução nos últimos dez anos nesse segmento no país. De acordo com ele, as grandes editoras não se interessavam por este tipo de conteúdo antes, especialmente quando se tratava de conteúdo nacional e autoral. Contudo, hoje o cenário é completamente diferente. “Não só a visão das editoras mudou, como dos próprios criadores de conteúdo e o público. Principalmente o público”, destaca Rafael.

Outro que vê com bons olhos o cenário atual e o futuro dos quadrinhos é o quadrinista Adri A., ciador do Cara Unicórnio, revista em quadrinhos que trata o tema de LGBT dentro de uma história de herói. Conforme o autor , o espaço não foi apenas crescendo, mais foi se tornando mais aberto. “Há mais pessoas produzindo quadrinhos, mais consumidores desse tipo literatura, e com isso também há mais diversidade na temática. Acho que as pessoas estão se permitindo achar sua própria linguagem”, comenta.

trecho de "Cara de Unicórnio", de Adri A.

Trecho de Cara de Unicórnio, de Adri A.

Adri A. quer levar Cara Unicórnio também ao formato impresso, já que por enquanto existe apenas em formato digital. Para ele, esse tipo de forma ainda tem uma grande importância, mesmo acreditando que a tendência é que o virtual cresça cada vez mais. “O impresso e o virtual promovem experiências diferentes. Considero que quem lê consegue desenvolver mais facilmente um laço afetivo por algo físico”, afirma.

QI GEEK DAY abre espaço para novos artistas

Desenhado e escrito em folhas ofício, os quadrinhos da série “Insanidade”, de Daniel Perez, estavam à venda no evento QI GEEK DAY, promovido pela faculdade QI em sua sede em Canoas no último sábado (10). À procura do que ele denomina de público novo, o quadrinista iniciante tenta vender seu projeto na feira. “A minha história não é de heróis e vilões, como é o que costumam ler os leitores do formato. É algo mais realista, mais humano”, pontua.

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