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Projeto de lei pode ajudar no combate à obesidade

No dia do professor de Educação Física, comissão no senado aprova por unanimidade projeto de aumento da carga horária da disciplina nas escolas

No dia do profissional de Educação Física, a Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado aprovou o Projeto de Lei 249/2012, que obrigará as escolas a disponibilizarem, no mínimo, duas horas letivas da disciplina. Apresentada pelo senador Eduardo Amorim (PSC-SE) , a proposta foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira (1) e, caso avance, acarretará mudanças em escolas das redes pública e privada de todo o país. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados.

“Teríamos uma mudança do componente curricular, impactos financeiros e quem sabe até mesmo mudanças de estrutura nas escolas”, alerta Eliane Machado, diretora da Escola de Ensino Médio Martinho Lutero, de Cachoeirinha, comentando a possibilidade de a proposta ser aprovada.

Contudo, a Martinho Lutero não sofreria com esse problema. Eliane conta que a sua escola já cumpre essa carga e acredita que realmente seja a ideal para os jovens. “Menos que esse tempo (duas horas) seria prejudicial ao aluno”, avalia.


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Aulas regulares de Educação Física podem ajudar

Atualmente, 52,2% dos brasileiros sofrem com obesidade, segundo pesquisa apresentada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014).

Segundo Juliana Fuchs, professora de Educação Física na Escola de Ensino Fundamental Primavera, de Novo Hamburgo, as aulas da disciplina podem influenciar em mais de um fator para o desenvolvimento infantil. “Quanto mais cedo for o incentivo, eles irão desenvolvendo desde pequenos suas habilidades motoras, noção espacial, coordenação, além dos valores”, salienta.

Entretanto, a educadora admite ser difícil incentivar as crianças a práticas esportivas e, por isso, problemas como a obesidade e desinteresse pelo esporte aparecem. “Vivemos num mundo onde muitas crianças e adolescentes não brincam mais como antigamente, se cansam com facilidade, se desmotivam, estão vivendo o mundo digital”, destaca.

Assim, na busca da solução desse problema, a professora entende também ser um processo que cabe ao educador ajudar no processo que servirá não só para as aulas, mas também para a vida das crianças. “O professor deve incluir nos seus projetos de aula assuntos referentes ao sedentarismo, à obesidade e à importância da atividade física”, aponta.

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