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Programa leva orientações para mães em Gravataí

Bebê Saúde desenvolve atividades gratuitas para mulheres desde o período de gestação

Profissionais do Bebê Saúde orientam as mães desde a gravidez até a infância dos filhos. (Foto: DCS/Gravataí)

Profissionais do Bebê Saúde orientam mães até a infância dos filhos. Foto: Saulo Bartz/DCS

 

Não importa se é de primeira, segunda ou terceira viagem – com cada filho, as mães passam por novos desafios e aprendizados. É pensando nisso que o programa Bebê Saúde desenvolve atividades gratuitas, visando o bem-estar de mulheres e seus bebês desde a gravidez. A iniciativa partiu da prefeitura de Gravataí, em 2013, em parceria com o programa Primeira Infância Melhor (PIM), do governo do Estado, e ajudou a cidade a ter o terceiro menor índice de mortalidade infantil do Rio Grande do Sul.

A técnica em enfermagem Victória Borba, 23 anos, faz parte da equipe do Bebê Saúde. Ela explica que o público-alvo do programa são gestantes e crianças de zero a três anos que se encontram em situação de vulnerabilidade social ou têm problemas de saúde. Atualmente, são atendidas 250 famílias, que recebem visitas domiciliares mensalmente. “O foco é realizar brincadeiras com as crianças, envolvendo os familiares, de forma que elas sejam estimuladas dentro de faixas etárias específicas, para que atinjam indicadores de desenvolvimento. Mas acabamos também realizando ações de promoção e prevenção em saúde e encaminhamentos na Rede Básica de Atenção”, conta Victória.

Uma dessas ações é o Dia do Bebê, realizado anualmente na cidade. Neste ano, ocorreu nesta terça-feira (25), na Ulbra Gravataí, com palestras especiais sobre temas como indicadores de risco para o desenvolvimento infantil e vínculo entre mães e crianças. De acordo com Victória, o evento visa à capacitação de profissionais do município para que, através das visitas, possam repassar conhecimentos e boas práticas às mulheres atendidas. “Fora isso, temos capacitações internas quinzenais com diversos enfoques, como saúde bucal com odontólogas da Secretaria de Saúde, desenvolvimento infantil com psicólogas do CAPS, aleitamento materno com nutricionistas da rede, entre outros”, relata a técnica em enfermagem.

Uma das mulheres auxiliadas pelo programa é Suélen Barbosa, 21 anos. “O programa me ajudou a ser mãe”, afirma. O filho da jovem, Davi, completou seis meses em outubro. Segundo ela, desde a gestação, foram as dicas das integrantes do Bebê Saúde que ensinaram tudo o que ela precisava saber para quando a criança chegasse. “As meninas e o pessoal do posto de saúde daqui do bairro foram bem pacientes comigo, eu não sabia nada, nem tenho muita gente da família para dar apoio”, expõe Suélen. “Já me sinto mãe profissional”, completa.

Para a coordenadora do Bebê Saúde, Liane Fani Pinto, a maior conquista foi a redução no índice de mortalidade infantil: passou de 7,9 por mil nascidos vivos para 6,9 por mil nascidos vivos em apenas três anos de atuação do programa. “Nós temos a melhor colocação da região metropolitana, e isso conta muito para nós. No Estado, somos a terceira cidade com o menor número de mortes na infância. É uma alegria imensa, mas continuaremos lutando para melhorar essa taxa cada vez mais”, comemora Liane.

A equipe também levou, neste ano, a sexta edição do Prêmio Salvador Célia, que avalia e reconhece as melhores práticas de programas parceiros do Primeira Infância Melhor. “O tema foi ‘A Visitação domiciliar como estratégia de orientação às famílias para o autocuidado e atenção em saúde, educação e proteção de seus filhos’ por meio de histórias em quadrinhos. Fomos um dos sete contemplados”, revela Victória.

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