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Preservação do meio ambiente é tema de conferência no IHU

Antropóloga fala sobre os efeitos da natureza e o capitalismo

 

Moema Miranda destaca sobre a crise ambiental do planeta e as cheias no país (Foto: Júlia Soares)

“A espécie homo sapiens é a única que está presente em todos os espaços, do Polo Norte ao Polo Sul”, apontou a professora doutora Moema Miranda, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase/RJ), no evento “A 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP 21: perspectivas para a agenda ambiental do Brasil”, que integrou o Ciclo de Atividades: O cuidado da nossa Casa Comum.

Durante a palestra, realizada na noite de terça-feira (29) no Auditório Central da Unisinos, Moema falou sobre os efeitos do desgaste dos recursos naturais e o papel do homem no processo de preservação do meio ambiente.
A programação trouxe uma diferente abordagem sobre a crise ambiental que o planeta está vivenciando. A professora relembrou de alguns efeitos que são recorrentes do Brasil, como as cheias, que aconteceram com grande intensidade na região do Vale dos Sinos no inverno do ano passado.

A conscientização dos cuidados e deveres que todos os cidadãos devem ter com a “casa comum”, o meio ambiente do planeta, foi um dos pontos destacados pela palestrante. Além disso, um dos dados que chamaram muito a atenção de quem acompanhava a palestra o de que, no ano passado, 62 pessoas acumulavam riquezas equivalentes à soma total de posses de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, segundo pesquisa.

Moema destacou que esse fato está relacionado ao que o geógrafo britânico David Harvey chama de “acumulação por despossessão”, pessoas que não possuem bens, em comparação com poucas pessoas que concentram grandes riquezas. “Para que estas 62 pessoas possam ser ricas, há milhares de miseráveis. A distribuição que o chamado progresso e desenvolvimento gera é extremamente concentrada. Temos um contexto de opulência e pobreza crescente”, afirmou.

A relação com o capitalismo fundamenta a fala de Moema, em que os mais ricos têm privilégios e os pobres ficam com os malefícios dessas riquezas concentradas. Um apontamento que merece destaque é a relação de que as pessoas mais pobres são as que mais sofrem com os efeitos da mau uso da natureza. “Os pobres são jogados para as margens, é lá que as águas dos rios invadem as casas durante a chuva”, ressaltou.

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