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Um protesto por quem faz as nossas roupas

Movimento questiona o mundo da moda e pede maior engajamento socioambiental

Daniele Brito e Isadora Bergoli, estudantes de Moda (Foto: Luis Felipe Matos/Beta Redação)

 

Em 24 de abril de 2013, o desabamento do edifício Rana Plaza, na cidade de Savar em Bangladesh, causou 1.133 mortes e deixou 2.500 feridos. Neste prédio, trabalhavam mais de 5 mil pessoas para quatro fábricas ligadas a grandes marcas mundiais do setor de vestuário. Segundo o site da organização Fashion Revolution, “a campanha surgiu com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo”.

 

Cariane Camargo – professora de Moda da Unisinos. (Foto: Luis Felipe Matos/ Beta Redação)

 

Alunas do curso de Moda da Unisinos, com apoio da professora Cariane Camargo, participam da Fashion Revolution Week e protestaram sobre o consumo da moda no saguão do Campus Porto Alegre. Conforme Cariane, “este é apenas parte do movimento que existe em mais de 92 países. Temos mais de 50 voluntários ativos em Porto Alegre”.

Marina Lins, estudante de Moda, é a embaixadora da Unisinos no movimento Fashion Revolution. Para ela, a consciência sobre a sustentabilidade surgiu enquanto já estava com o curso em andamento. “Comecei a perceber que estamos vivendo em um cenário bem insustentável de consumismo. Descobri, também, que a indústria da moda não é transparente, que utiliza mão de obra escrava e penso que quero fazer diferente.”

 

Marina Lins – estudante de Moda da Unisinos e embaixadora da Fashion Revolution (Foto: Luis Felipe Matos / Beta Redação)

 

Marina decidiu participar do movimento este ano. Com o papel de mobilizar os alunos dos cursos da Unisinos, ela e outras colegas, como Isadora Bergoli e Daniele Britto Rodrigues, decidiram protestar com roupas pretas, cartazes questionando o consumismo e com as bocas amordaçadas.

Durante a semana, a programação do movimento contou com um evento que ocorreu ontem (24) no Santander Cultural em memória às vítimas do desastre do Rana Plaza, com palestra do professor Dr. Miguel Angel Gardetti, coordenador do Centro de Estudos sobre Luxo Sustentável, da Argentina. Oficinas de moda sustentável e mais protestos estão agendados até o dia 30 de abril.

 

Daniele Britto. Foto: Luis Felipe Matos/Beta Redação

Daniele Britto, estudante de Moda (Foto: Luis Felipe Matos/Beta Redação)

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