Política

Eleições e protestos mobilizam estudantes da Unisinos

Alunos convivem com ocupação contra a PEC e campanha ao DCE no campus de São Leopoldo

Refletindo a movimentação política que vem ocorrendo no país inteiro desde o início deste ano, os últimos dias também têm movimentado politicamente os estudantes da Unisinos, especialmente no campus de São Leopoldo. De eleições no Diretório Central dos Estudantes (DCE) à ocupação de espaços da universidade por estudantes contrários aos atos recentes do governo federal e, ainda, iniciativas para revitalização do espaço do Diretório Acadêmico (DA) da Comunicação Social, diversas pautas mobilizam os universitários. A Beta Redação ouviu alguns dos estudantes envolvidos para entender melhor essas movimentações políticas.

Eleições do DCE

A semana marcou também a realização de mais uma eleição para o Diretório Central dos Estudantes da universidade, que contou com a participação de três chapas.

Três chapas concorreram na eleição para nova gestão do DCE Unisinos. Foto: Franciele Arnold/Beta Redação


A votação ocorreu nos dias 23 e 24 de novembro, em urnas espalhadas pelos campi de São Leopoldo e Porto Alegre, nos turnos da manhã (8h30 às 11h30) e da noite (19hs às 22h).

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) é o grupo responsável por representar todos os estudantes de uma instituição de ensino superior. Ele é, portanto, a voz dos alunos dentro da universidade, e deve atender às pautas e demandas relativas às necessidades e direitos dos universitários.


Marco Antônio Pires Silva, aluno do curso de ciências sociais da Unisinos e membro da chapa 3, fala um pouco sobre a importância de se politizar e exercer a democracia enquanto estudante:

Daniel Shiits, estudante de Direito da Unisinos, integra a chapa 1. Para ele, é fundamental que todos se envolvam nas discussões políticas da universidade:

 

Revitalização do DA da Comunicação Social

Com o objetivo de ampliar a sua representatividade para todos os cursos da Escola da Indústria Criativa da Unisinos, estudantes ligados ao Diretório Acadêmico de Comunicação Social da universidade (que atualmente representa apenas alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) estão organizando uma movimentação para a próxima terça-feira, dia 29, chamada Vem pro DA!

DA da Comunicação espera ampliar sua atuação para os demais cursos da Indústria Criativa. Foto: Franciele Arnold/Beta Redação

 

Segundo o estudante de Publicidade e Propaganda Victor Okajima, na oportunidade serão discutidas “possíveis ações para divulgação do trabalho do DA junto a um público maior, incluindo aí os estudantes de outros cursos da Indústria Criativa, pois o espaço da diretório é muito importante e serve como um ponto de encontro e relacionamento para os estudantes para além das salas de aula e laboratórios da universidade”, afirma.

 

Ocupação da Escola de Humanidades

A exemplo do que vem ocorrendo em outras instituições de ensino no Brasil, estudantes recentemente ocuparam também o campus da Unisinos em São Leopoldo. Desde a última terça-feira, dia 22, cerca de 100 alunos de diversos cursos da universidade se reúnem no saguão do prédio da Escola de Humanidades da instituição, com o objetivo de “se somar à onda de mobilização estudantil que vem ocorrendo a nível nacional contra a PEC 241 – 55, a qual visa estabelecer um teto para o repasse de verbas de setores críticos que afetam a sociedade como um todo”, conforme nota divulgada pelo movimento na sua rede social.

 

Estudantes ocupam prédia da Escola de Humanidades da Unisinos // Foto: Franciele Arnold - Beta Redação

Estudantes ocupam prédio da Escola de Humanidades da Unisinos. Foto: Franciele Arnold/Beta Redação

 

A reportagem da Beta Redação esteve no local da ocupação e conversou com alguns dos estudantes que fazem parte desse movimento para saber mais informações sobre suas demandas, opiniões acerca do movimento estudantil em geral e o momento político atual do país. A pedido dos entrevistados, entretanto, suas identidades e cursos não foram informados na matéria. Segundo eles, essa precaução se deve principalmente a dois motivos: o medo de represálias e a preservação do caráter horizontal de representatividade e tomada de decisões que norteia as práticas do grupo enquanto ocupação.

 

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