Esporte

Pilates não é mágica, é método

Renata Reuwsaat é educadora física, pós-graduada em Medicina e Ciências do Esporte, e possui duas formações internacionais em pilates. Trabalha há 13 anos com o método. “As pessoas procuram o pilates em casos de reabilitação pós-cirúrgica, fisioterapia, para treinamento ou na melhora da qualidade de vida”, relata a profissional. Segundo ela, a grande vantagem do método é que ele pode ser adequado às mais diferentes faixas etárias. “Também é extremamente indicado para problemas de postura, coluna, reabilitação de membros com alguma deficiência ou idosos que já não suportam exercícios muito fortes, reabilitação de cadeias musculares”, indica Renata. No entanto, ela adverte que há uma deturpação do método sendo aplicada por pessoas sem a qualificação necessária. “Ninguém aprende pilates em curso de dois finais de semana, isso é uma piada! São cursos mais baratos e profissionais em que na realidade aprenderam uma série de exercícios em aparelhos diferentes, mas aquilo não é piltes. E não darão aula de pilates de verdade se não buscarem uma formação séria. Jamais serão pilateiros assim”, salienta.

A profissional alerta quanto ao risco de procurar profissionais que não dominam a verdadeira técnica de pilates e desconhecem o funcionamento do corpo humano. “Os ortopedistas pegam casos de gente bem machucada. Por exemplo, uma pessoa com hérnia de disco pode ser reabilitada, dependendo do grau, da localização, da severidade da hérnia, mas a longo prazo. Não é mágica. No entanto, é preciso ter a formação básica anteriormente. Sem um bom curso de educação física ou fisioterapia, você não terá a base fisiológica para trabalhar isso. E se fizer um cursinho qualquer de pilates, pior ainda”, ressalta. Renata inclui os profissionais formados pela faculdade de dança como pessoas habilitadas, porque, segundo ela, possuem aulas de fisiologia e anatomia na formação e, assim, são capazes de entender o que estão aplicando aos alunos. Quanto aos benefícios, a educadora física ressalta: “alinha, alonga, melhora a postura, torna o físico mais elegante. Fortalece sem deixar o músculo inchado, e sim firme. Melhora muito a musculatura das costas, dos ombros, dos braços, das pernas. As pessoas comentam comigo que se sentem melhores, mais animadas e bem dispostas. Ah, e que alcançam a ponta do sapato para amarrar o cadarço” diverte-se.

Mulheres gestantes também podem fazer pilates. “Na gravidez é excelente, porque a mãe passa a respirar melhor. A oxigenação da criança melhora. E melhora a postura da gestante em função de toda a musculatura abdominal ser trabalhada. Ela deixa de ter tantos desconfortos nas costas”, orienta Renata.

A indicação varia de mulher para mulher e deve sempre respeitar o aconselhamento médico.

Anelise Kolageski, 37 anos, pratica pilates há dois anos e recentemente fez uma pausa nos exercícios porque está na 30ª semana de gestação. Gostaria de ter seguido, mas foi obrigada a manter repouso absoluto por complicações gestacionais. Procurou o pilates logo após o nascimento do primeiro filho. Achou necessário buscar uma atividade física, pois após seis meses passou a sentir muitas dores lombares em decorrência da amamentação.

“Eu fazia academia e caminhadas antes da gravidez. Quando fiz a primeira aula de pilates, adorei! Achei tudo diferente da experiência que eu tinha. Fui praticando e obtendo reforço muscular, as dores foram sumindo, tanto da lombar, quanto dos ombros. Minha professora instigava que eu desenvolvesse cada vez mais a força que nem eu mesma sabia que tinha. Meu condicionamento físico melhorou muito, equilíbrio, força, postura. O pilates proporciona um equilíbrio entre mente e corpo. Pratiquei por dois anos e me afastei porque estou grávida de 30 semanas. Acompanhei até a 20ª semana e deixei de treinar porque estou com alguns problemas nas artérias uterinas e aí preciso ficar de repouso. Mas pretendo voltar após.

Anelise Kilageski - pilates

Foto: Anelise Kolageski, Arquivo pessoal

 

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