Esporte

OPINIÃO: Peixinho x Tubarão

Como dois grandes nadadores são vistos pela mídia

Nadador paralímpico, Daniel Dias possui desempenho à altura de lendas como Phelps. (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)

Nadador paralímpico, Daniel Dias possui desempenho à altura de lendas como Phelps. (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)

 

O tubarão é uma das grandes espécies animais que temos no mundo. Nas águas quentes, especialmente do Rio de Janeiro, segundo o Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (IMMAR/GEMM-Lagos), a grande concentração desse animal é considerada normal. O belo estado brasileiro é proporcional à toda a costa do Brasil e por isso os tubarões aparecem em grande número, de acordo como o IMMAR.

Entre agosto e setembro de 2016, apesar de ainda estarmos no inverno brasileiro, o Rio de Janeiro recebeu grandes públicos e, entre eles, o maior de todos os “tubarões”, uma fera da natação que é capaz de sentir a presença de uma única gotícula de sangue em uma piscina olímpica. Campeão dos campeões, o nadador veterano Michael Phelps esteve entre nós. Como média de 7 medalhas por Olimpíada disputada, ninguém conquistou mais medalhas do que ele. No Brasil, na Olimpíada Rio 2016, foram mais seis, sendo cinco de ouro e uma de prata.

Seria possível, portanto, que um peixinho fizesse frente a um grande tubarão? Talvez sim, mas me pergunto: por que dar voz a um peixinho, aparentemente frágil, em detrimento a um belo e pomposo tubarão, certo? Errado. Bem, deixe-me contar sobre o Peixinho.

Natural de Campinas, Daniel Dias não tem as mãos e os pés. Conhecido como Peixinho, ele não tem os holofotes de Phelps, mas em números, é melhor que ele. No Rio 2016, Daniel foi responsável por 9 das 72 medalhas que ajudaram o Brasil a ficar em 8º lugar no quadro geral, segundo o Comitê Olímpico Internacional. Com uma média de oito medalhas por Olimpíada disputada, Daniel esteve presente em três edições dos jogos – Pequim, Londres e Rio – e manteve, há cada 4 anos, seus altos índices de conquista.

Aos 28 anos, o paulista ainda tem fôlego para Tóquio. Mas seria preciso provar mais? Acredito que não, afinal, Daniel é uma lenda. Um peixinho que não está fora da água, mas que superou um tubarão brilhante. Seria preconceito não olhar ao peixinho? Ou então desconhecimento? Prefiro acreditar que erramos, mas ainda temos condições de nos recuperar, colocando no topo, ou melhor, lado a lado, peixinho e tubarão. Tubarão e peixinho.

Confira no gráfico as medalhas conquistadas por ambos:

 

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