Esporte

CRÔNICA: Patinação artística, o esporte dos sonhos

A primeira vez que calcei patins foi um verdadeiro caos. Era a primeira aula para mim e para outras meninas também. Foi um cai-cai interminável, risadas que não tinham fim. Apesar dos inúmeros tombos e das tentativas frustradas em “deslizar” pela pista, naquele dia eu ouvi de uma delas: “Parece que eu sempre quis fazer isso”. Eu entendia. Os patins conferem uma liberdade difícil de explicar, uma sensação de paz e de euforia ao mesmo tempo.

Cada aula era uma nova descoberta. Novos treinos, novas técnicas, novas conquistas. Completar um exercício era motivo de comemoração. Com o tempo, aprendemos a patinar com graciosidade, fazer “carrinhos”, “arcos”, andar de costas, saltar. Esse dia foi inesquecível. A sensação é de que estava fazendo a coisa mais incrível do mundo.

Por dois anos vivi esse sonho e o dividi com minhas colegas. Foram dois anos de apresentações artísticas, muita maquiagem, muito brilho, muito glamour, muito espetáculo. Dois anos adorando o barulho do deslizar das rodas pela pista. Tive a oportunidade de aprender tanto desse esporte lindo e, também, difícil. Sim, patinar não é fácil. Requer concentração, equilíbrio e, acima de tudo, vontade. Vontade de evoluir, de crescer, de se arriscar. Vi gente se machucando e abandonando os patins. Vi outras pessoas seguindo em frente, participando de campeonatos, ganhando medalhas.

Eu segui outro caminho, tinha outras prioridades. Mas nunca esqueci os momentos de liberdade que a patinação artística me proporcionou. Aproveitei cada momento. Sonhei e voei sobre rodas.

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