Cultura

Os erros e acertos da editoria de Cultura da Beta Redação

Uma análise crítica sobre o semestre

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Escrever um ombudsman é sempre desafiador, pois envolve uma análise crítica e aprofundada tanto sobre o nosso trabalho, como o dos outros. Apesar de estar há alguns semestres no ar, a Beta Redação ainda é um projeto piloto, que precisa estar sempre pronto para enfrentar mudanças e melhorias.

A editoria de cultura nos proporcionou bons momentos e foi capaz de gerar novos aprendizados. Com uma periodicidade de postagem menor, foi possível desenvolver pautas com um aprofundamento melhor. Mas, apesar disso, a lógica do impresso foi um grande dificultador no sentido de encontrar assuntos para escrever. Se nos cadernos de Cultura de veículos tradicionais existe uma limitação muito grande em relação ao que pode ser considerado tema da editoria, o digital pode – ou, pelo menos, poderia – ser muito mais amplo. Contudo, segundo orientação da disciplina, era preciso manter as opções bastante fechadas, para que não caíssem em outras editoriais, como Geral. O equívoco, aqui, é considerar um portal – em que uma notícia pode ter quantas tags se fizerem necessárias – da mesma forma que se avalia uma publicação impressa. Este é um ponto, a nosso ver, que precisa ser revisto.

Outro momento que acreditamos ter sido estimulante foi a produção da reportagem do Especial, a última entrega do Grau B. Isso porque fomos instruídos a pensar de forma audiovisual com a criação de um webdocumentário. Dessa maneira, deveríamos unir o uso de vídeos, imagens e texto de uma forma que um complementasse o outro. Geralmente, pensamos somente em uma mídia ou, então, acabamos repetindo as informações.

No entanto, precisamos reforçar que, como as aulas de Beta Redação ocorrem nos últimos semestres do curso, sentimos falta de uma maior instrução em relação à produção e edição de vídeos. As disciplinas que abordam tais práticas acontecem no começo (Jornalismo Televisual I e II), por isso, se não as exercemos com frequência acabamos perdendo contato com ferramentas de edição (que, inclusive, são diferentes das que geralmente utilizamos posteriormente).

Apesar disso, podemos afirmar que sempre tivemos apoio em relação à criação de pautas e opiniões acerca de nossos textos. Analisando pelo âmbito jornalístico – e de crescimento como profissional -, isso foi enriquecedor. Com a presença de alguns convidados, também pudemos nos aproximar do universo cultural e compreender mais acerca de diferentes áreas da cultura especializadas, como música, teatro, literatura, entre outros.

paula“Na verdade, quando iniciei na editoria de Cultura, acreditei que seria mais tranquilo. Isso porque julgava o tema extremamente amplo e pensava que ‘tudo se encaixava em Cultura’. Porém, com o passar do semestre, percebi as particularidades em relação ao tema e consegui distinguir as diferenças de ‘Geral’ e ‘Cultura’. Depois disso, passei a me dedicar mais às pautas e buscar traduzir a minha maneira de enxergar a cultura e falar um pouco sobre o que mais me interessava. Decidi, assim, escrever sobre choque cultural e narrar experiências de duas pessoas que já viveram no exterior, além de conversar com pessoas responsáveis por organizar intercâmbios com enfoque em trocas culturais. Além disso, uma outra matéria que adorei produzir foi a entrevista com o cantor Felipe Camargo, em que pude descobrir como o sonho da música é mais forte do que pensava e como isso influencia nas decisões de vida de uma pessoa. Embora ele não seja famoso nem tenha conquistado grandes feitos na área, fiquei sensibilizada com sua história – coisa de jornalista, não é mesmo? Outro texto favorito foi o que escrevi sobre meus livros favoritos no Dia Nacional do Livro (Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e Paixão Segundo G.H, de Clarice Lispector). Sendo assim, acredito que o semestre foi surpreendente. Hoje sei que o tema é realmente merece atenção e um olhar crítico acerca de cada movimento e manifestação cultural”. Ana Paula Zandoná

“A editoria de Cultura da Beta Redação foi bastante intensa. Apesar de não ter tantas entregas como anteriormente, foi preciso usar a criatividade para pensar em assuntos que se encaixassem no portal. Ao longo das entregas, me dediquei mais aos gêneros notícia e entrevista, que são os meus preferidos. Tive a opobabirtunidade de conversar com muita gente bacana e conhecer histórias variadas, além de falar sobre assuntos de meu interesse. Consegui, também, aprimorar meus conhecimentos sobre eventos culturais relacionados à associação na qual me formei em Italiano; conheci uma banda nova da minha cidade; me aproximei de uma artista plástica que sempre via, porém nunca conversava; participei de um evento com um escritor que admiro; escrevi sobre assuntos que adoro. Além disso, me relembrei de questões relacionadas a TV, que foram importantíssimas para meu crescimento profissional. O saldo desta disciplina, sem dúvida, foi positivo”. Bárbara Bengua

“No decorrer da disciplina de Editoria de Cultura, tive a oportunidade de exercitar diferentes gêneros de escrita, abordar variadas temáticas e mergulhar em um universo tão rico quanto é o da cultura. Na primeira metade do semestre, exerci a função de editora. Mesmo com as orientações dos professores, a posição se mostrou leladesafiadora: como impor autoridade, cobrar boas pautas e guiar meu grupo com seriedade – mas de forma equilibrada? Não se trata de uma função simples. Mas eis uma vantagem da Beta: a possibilidade de assumir um posto de comando e lidar com desafios. Já na segunda metade do semestre, retornei à função de repórter. Na primeira entrega, cobri um espetáculo musical na minha cidade, Ivoti. Infelizmente, não tive a oportunidade de acompanhar a apresentação ao vivo, o que acredito ter deixado minha matéria relativamente rasa. Poderia ter havido um aprofundamento maior. Na segunda entrega, creio que produzi um material de maior qualidade, pois relatei minhas próprias experiências como ex-musicista. Foi excelente revisitar minhas memórias e mesclá-las ao jornalismo.” Rafaela Dilly Kich

fullsizerender-1“A editoria de Cultura da Beta Redação foi extremamente desafiadora. Ao longo do semestre exerci diferentes funções e pude me apropriar melhor do conceito de Cultura desejado para a disciplina. Como repórter, escrevi a matéria Guion Center: há 21 anos, uma proposta diferente em Porto Alegre, onde busquei desenvolver um pouco sobre o olhar que os frequentadores do local tem sobre este cinema, que há 21 anos trouxe para Porto Alegre mais uma opção para quem gosta de assistir filmes de fora do circuito comum. Também tive a oportunidade de conhecer melhor a situação das obras do Museu do Trem de São Leopoldo, tema da minha segunda matéria. Conversei com as responsáveis pelo local e busquei traduzir na notícia quais foram os problemas enfrentados que deixaram em atraso a reforma de um ponto turístico tão importante para a cidade de São Leopoldo. Ambas as notícias me fizeram refletir bastante sobre a situação cultural destes locais, que me são bastante próximos, e que exercem um papel social muito grande em cada uma destas cidades. Para o grau B, deixei a função de repórter e parti então para a experiência de ser editor. Foi bastante desafiador ter essa função, principalmente durante a parte final do semestre. Ser mediador entre professores e reporteres e auxiliar, editar, o material produzido pelos reporteres que vem do repórter exige muita responsabilidade e não é uma tarefa das mais fáceis. Acredito que o maior desafio do semestre foi a elaboração do especial, que exigiu sempre muita dedicação, insistência, paciência e organização. Graças a isso, os problemas de percurso acabaram se resolvendo, aos poucos, até chegarmos ao resultado final. Em suma, foi realmente um grande semestre, de grandes desafios proporcionados pela editoria de Cultura”. David Farias

 “A Beta Redação Cultura proporciona a aproximação com os diversos mundos que a cultura nos apresenta, abr15283915_1214949855259973_1295827256584009029_ne um leque de opções
que não temos tanto conhecimento quando estamos do lado de fora. Descobri que a cultura pode ir além de um costume de um povo, como o budismo na visitação ao Templo Budista na cidade de Três Coroas, como o conhecimento da escrita criativa, que é uma atividade que diariamente somos desafiados a fazer em virtude da profissão. Uma experiência riquíssima de contar a história de um ator da minha cidade que encantou uma geração com a personagem Priscila da TV Colosso, e ainda trazendo uma novidade em primeira mão com o retorno das gravações do programa. Saio dessa experiência com outro olhar para a nossa vida, entendendo um pouco mais sobre as manifestações culturais sendo no teatro, cinema, televisão e até nas religiões que tive o prazer de falar nas crenças africanas em duas passagens na disciplina”. Karina de Freitas

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