Economia

Os desafios de iniciar uma Startup

No Rio Grande do Sul, são quase 300 startups que estão em evolução e que pretendem logo chegar ao mercado

A tecnologia é a linguagem dos novos negócios Foto: @matylda / hackNY.org

Desenvolver uma solução que resolva o problema de muitas pessoas. Este é um sonho de muitos que acreditam no potencial de seus projetos inovadores e pretendem entrar na onda das startups para alcançar o sucesso. Acontece que para seguir em frente e atingir os objetivos é preciso começar. 

Consultor em gestão de recursos, com 12 anos de experiência em grandes corporações de construção, Rafael Urquhart acredita que é possível começar a inovar sem custo. Contudo, segundo ele, é preciso identificar exatamente qual a situação econômica do empreendedor. “São diferentes as condições se compararmos um estudante universitário, ainda dependente dos pais,  quee consegue se dedicar integralmente a sua startup, com uma pessoa formada e com família constituída e com os custos de vida mais elevados e que precisa sustentar sua vida e ainda empreender”, separa Rafael.

Essa diferença acaba gerando um paradigma, segundo Rafael. “Aquele empreendedor com mais experiência precisa se desdobrar para inovar com menor custo. Precisa fazer isso de uma forma que não sacrifique o seu próprio sustento”, justifica o consultor. Ele entende que se empreende sozinho: ninguém tem todas as habilidades necessárias para colocar seu projeto no mercado. “Você precisa identificar as pessoas que se conectam a sua causa e formar o seu time”, afirma. Com essas parcerias, você deve arrecadar os recursos necessários para o seu empreendimento.

No Rio Grande do Sul, a AGS – Associação Gaúcha de Startups – foi criada em 2015 com a finalidade de identificar os empreendedores digitais do estado. Com 276 startups cadastradas, a Associação promove os empreendimentos como uma forma de vitrine digital e oferece vários benefícios de forma gratuita com o apoio de parceiros que acreditam na importância do empreendedorismo regional.

“A ideia em si não vale nada. Sozinho ninguém empreende”, afirma Rafael Urquhart Foto: Pieter-Jan Louis / SWCompiegne 2015

Uma forma de agregar várias necessidades de uma startup em um único lugar é por meio das incubadoras tecnológicas. Em São Leopoldo, a UNITEC – Unidade de Inovação e Tecnologia da Unisinos – é a incubadora do parque tecnológico Tecnosinos, criado para ajudar no desenvolvimento de novos projetos de empreendedorismo. Atualmente atende 40 startups, sendo que desde 1998 já passaram pela incubadora aproximadamente 100 empreendimentos.

Carlos Eduardo Aranha, gerente da UNITEC, conta que a unidade tem por finalidade apoiar os empreendedores no estágio inicial de seus projetos. Conforme explica, “ao serem selecionados para o nosso programa de incubação, recebem apoio para criarem as estratégias relacionadas à gestão, tecnologia, mercado, capital e desenvolvimento empreendedor”. Carlos afirma ainda que desta forma a startup desenvolve o seu planejamento e um plano de ação para caminhar de forma orientada e focada no momento que deixa a incubadora. 

O processo de incubação dura entre dois e três anos e custa mensalmente em torno de R$ 650, dependendo da estrutura exigida por cada projeto. Durante o período o desenvolvimento dos empreendimentos é monitorado semestralmente pela equipe da UNITEC. Durante o tempo em que passam na unidade, os empreendedores ainda participam de workshops, recebem mentorias de especialistas no ecossistema de inovação e alguns benefícios que são cobrados no mercado.

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