Política

OPINIÃO: Vivemos esperando dias melhores

Estamos vivendo dias difíceis, acompanhando tragédias, mortes e uma total falta de humanismo no mundo. O rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, que pode ter ocorrido devido a negligência por parte dos responsáveis, destruiu todo um vilarejo, dizimou os animais aquáticos da região e causou danos irreparáveis ao meio ambiente. A crise econômica já se tornou um termo corriqueiro e não é mais novidade. Novidade seria passar um dia inteiro sem falar de crise. E a imigração na Europa, que anda pouco falada, está longe de terminar.

Agora, os atentados em Paris chegaram para afugentar o pouco de esperança que as pessoas tinham em um mundo melhor, mais justo e pacífico. A França decidiu seguir à risca o antigo provérbio alemão que diz “Serás pago com a mesma moeda com a qual pagas” e entende que é dever do país contra-atacar.

A esta altura, vendo o quão ínfimas são as mentes destes terroristas, fico seriamente em dúvida sobre qual a melhor atitude a tomar: revidar e não deixar barato todas as mortes causadas pelo Estado Islâmico ou manter a compostura e ignorar o pedido claro de atenção do grupo. Há aqueles que acreditam que chumbo trocado não dói, mas dói. E fere, e mata, e acaba com os sonhos, as esperanças e as vidas de milhares de pessoas inocentes.

São tantos os problemas políticos, religiosos, sociais e econômicos que a humanidade começa a pensar que só um milagre pode acabar com tudo isso. Que é preciso rezar e pedir perdão a Deus, pedir misericórdia e mais amor. Mas se esquecem que o amor precisa partir de cada um de nós, humanos.

Dalai Lama, o líder espiritual máximo do povo tibetano, que declarou à agência DW esta semana que os problemas da violência e da intolerância religiosa não serão resolvidos com orações. “Eu sou budista e acredito na oração, mas foram os seres humanos que criaram esse problema, e agora estamos pedindo a Deus para resolvê-lo. É ilógico. Deus diria: resolvam-no sozinhos porque vocês mesmos os criaram.”

Lida 592 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.