Esporte

OPINIÃO: Teoria ou prática? Os dois!

Frase de Renato Gaúcho abriu discussão sobre a necessidade dos técnicos de futebol serem estudiosos ou não

“Das coisas menos importantes, o futebol é a mais importante.” A frase de Nelson Rodrigues retrata muito bem como o esporte mais popular do Brasil é encarado. Todos somos potenciais treinadores e damos palpite na escalação, no esquema e na forma de jogar das equipes.

A declaração do técnico do Grêmio Renato Portaluppi, após a conquista da Copa do Brasil de 2016, quando o treinador disse “que treinadores que precisam estudar vão para Europa, quem não precisa, vai para a praia”, abriu a discussão: até que ponto o conhecimento teórico é fundamental para um técnico de futebol?

O jornalista Guilherme Gomes, 27 anos, defende a especialização do treinador e a busca constante por conhecimento. “O futebol moderno exige que o treinador esteja atualizado com as principais novidades em termos de tática, condicionamento físico e gestão de equipe. Um treinador não cuida mais apenas das questões dentro de campo. O trabalho é muito mais amplo.”

No entanto há um consenso: quando aliadas, a teoria e a prática, potencializam de forma exponencial o trabalho de um treinador. O futebol de hoje está baseado e enraizado em questões táticas que, na maioria das vezes, se sobrepõem a lampejos de genialidade. O jogo é coletivo e estratégico. Os conceitos de futebol moderno – que englobam diversos fatores, como gestão de grupo, tática, liderança, poder de engajamento e estudo dos adversários – exigem mais do que simplesmente ter jogado futebol.

Nesse cenário, há um dilema instaurado, especialmente no Brasil, onde ainda não há a obrigação de cursos específicos para treinador – não como os da Europa, que duram cerca de quatro anos. O futebol brasileiro costumeiramente emprega diversos ex-jogadores e muitos deles com destaque na nova profissão. Nomes como Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Luis Felipe Scolari, entre outros, dominaram por décadas a liderança de grandes times e muitas vezes com êxito.

Com a mudança na forma de se jogar futebol – que praticamente virou outro esporte em relação ao jogo disputado nas décadas de 1960 e 1970 – quando havia mais espaços e o jogo funcionava em outro ritmo, hoje o esporte precisa de novas alternativas. Essas estão concentradas em dois pilares: experiência prática e conhecimento teórico. O estudo não garante sucesso na carreira do treinador. Mas não será apenas com sorte e “boleiragem” que isso será conquistado.

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